SAFRAS reduz produção de milho no Brasil em 2021/22 para 117,242 milhões de toneladas

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     Porto Alegre, 1 de julho de 2022 – Nova estimativa divulgada hoje por SAFRAS & Mercado apontou a produção de milho no Brasil em 2021/22 de 117,242 milhões de toneladas. O volume supera as 91,469 milhões de toneladas colhidas na temporada 2020/21. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, houve uma redução em relação às 118,127 milhões de toneladas previstas no relatório anterior, divulgado em maio, por conta de ajustes na estimativa da safrinha devido à estiagem em alguns estados.

     A área total de milho no Brasil deverá ocupar 21,475 milhões de hectares em 2021/22, apontando uma elevação de 1,7% frente aos 21,108 milhões de hectares cultivados em 2020/21. Em maio, a área havia sido projetada em 21,402 milhões de hectares. “O rendimento médio das lavouras para a temporada 2021/22 deverá ficar em 5.459 quilos por hectare, superando os 4.333 quilos por hectare colhidos na safra 2020/21”, destaca.

     A safra de verão 2021/22 de milho foi mantida em 21,863 milhões de toneladas, superando as 21,645 milhões de toneladas colhidas na primeira safra 2020/21”, destaca. A área plantada com milho na safra de verão 2021/22 do Centro-Sul do Brasil ficou em 4,384 milhões de hectares, 0,7% acima da cultivada na temporada 2020/21, de 4,352 milhões de hectares. A produtividade média da safra de verão 2021/22 deve atingir 4.986 quilos por hectare, superando os 4.973 quilos por hectare obtidos na temporada 2020/21.

     Para a safrinha, Molinari informa que a área da safrinha 2021/22 deverá aumentar 2,3% na comparação com os 14,401 milhões de hectares cultivados em 2020/21, atingindo 14,727 milhões de hectares, acima dos 14,688 milhões de hectares previstos em maio. A produtividade média da segunda safra deve chegar a 5.578 quilos por hectare, inferior em relação aos 5.688 quilos por hectare indicados no relatório passado e aos 4.017 quilos por hectare colhidos na safrinha 2021.

     A safrinha 2021/22 está sendo prevista em 82,151 milhões de toneladas, superando as 57,852 milhões de toneladas colhidas na temporada anterior, mas ficando abaixo das 83,252 milhões de toneladas indicadas no relatório de maio. “Houve uma nova redução no potencial produtivo de estados como Goiás e Minas Gerais em relação aos números indicados em maio, em decorrência dos efeitos da estiagem sobre as lavouras de milho”, disse.

     Molinari salienta que a produção da safrinha em Goiás agora é estimada em 11,636 milhões de toneladas, contra as 13,58 milhões de toneladas previstas em maio. Já a segunda safra de Minas Gerais está prevista em 3,116 milhões de toneladas, ante as 3,139 milhões de toneladas indicadas no mês passado.

     Para as regiões Norte e Nordeste, Molinari indica que a estimativa de área foi indicada em 2,363 milhões de hectares, acima dos 2,329 milhões de hectares projetados em maio, 0,4% acima dos 2,354 milhões de hectares cultivados na temporada 2020/21. A produtividade média poderá alcançar 5.598 quilos por hectare, acima dos 5.085 quilos por hectare obtidos na safra 2020/21. Na estimativa anterior, o rendimento médio havia sido apontado em 5.586 quilos por hectare. “A produção nessas regiões foi novamente ajustada para cima e deverá chegar a 13,228 milhões de toneladas, acima das 13,011 milhões de toneladas indicadas em maio e à frente também das 11,971 milhões de toneladas colhidas na temporada 2020/21”, conclui.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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