Porto Alegre, 27 de fevereiro de 2026 – O mercado brasileiro de arroz encerra o mês de fevereiro com uma boa alta acumulada nas cotações gaúchas, principal referencial nacional. “Porém, segue preso a um ambiente de espera, com comercialização em stand by e cotações meramente nominais, refletindo a ausência de vetores claros de demanda no curto prazo”, explica o analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
No Rio Grande do Sul, as referências oscilam entre R$ 52 e R$ 55 por saca de 50 quilos na Fronteira Oeste, enquanto no posto porto os preços orbitam entre R$ 60 e 62 por saca, “com rumores pontuais de até R$ 64/saca que não se consolidam como parâmetro de mercado”, relata o consultor.
“A leitura dominante é de lateralidade técnica, com baixa formação de negócios e pouca profundidade”, destaca Oliveira. Apesar disso, surgem sinais consistentes de espaço para crescimento exportador, desde que a produção esteja estruturada às exigências dos compradores externos.
A Costa Rica desponta como segundo maior comprador de arroz em casca do Brasil, indicando interesse em ampliar compras para até 200 mil toneladas na nova temporada. O Panamá, hoje quinto maior, também entra no radar com potencial de incremento. “A fidelização desses mercados emergentes eleva a probabilidade de o Brasil superar 2 milhões de toneladas (base casca) na próxima temporada comercial”, pondera o analista.
No front institucional, a Conab anunciou na 36ª Abertura da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, em Capão do Leão, R$ 73,6 milhões para apoiar a comercialização da safra 2025/26 — abaixo das expectativas do setor. A meta é escoar aproximadamente 300 mil toneladas. “O anúncio, embora positivo, não altera de forma imediata a dinâmica de preços”, frisa Oliveira.
O sentimento do mercado é de maior retração da ponta vendedora, sustentado pela expectativa de melhora no curto prazo, mesmo com a tendência sazonal baixista associada à intensificação da colheita nas próximas semanas.
A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou o dia 26 cotada a R$ 55,45, alta de 0,93% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 4,73%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 39,75%.
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Rodrigo Ramos/ Agência Safras News
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