Porto Alegre, 20 de março de 2026 – O mercado físico do boi gordo registrou algumas negociações acima da referência média nas diferentes praças de comercialização do Brasil. O analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, ressalta que o ambiente de restrição de oferta tem sido o grande elemento de sustentação dos preços no decorrer de março. “Nesse cenário, os frigoríficos não conseguem evoluir de maneira satisfatória suas escalas de abate, que hoje atendem entre cinco e sete dias úteis na média nacional”, afirma.
O mercado ainda conta com grande volatilidade, considerando o conflito no Oriente Médio, a elevação dos preços dos combustíveis e a progressão da cota chinesa como fatores de tensão, que tornam o comportamento dos futuros do boi gordo na B3 bastante errático.
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 19 de março:
* São Paulo (Capital) – R$ 355,00 a arroba, alta de 2,90% em relação aos R$ 345,00 praticados no final da semana passada.
* Goiás (Goiânia) – R$ 340,00 a arroba, avanço de 3,03% ante os R$ 330,00 do encerramento da semana passada.
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 345,00 a arroba, inalterado frente ao fechamento da semana anterior.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 340,00 a arroba, queda de 1,45% ante os R$ 345,00 praticados no final da semana passada.
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 340,00 a arroba, inalterado frente ao valor praticado na semana passada.
* Rondônia (Vilhena) – R$ 310,00 a arroba, sem mudanças ante o final da semana passada.
Atacado
No mercado atacadista, os sinais de limitação para valores mais altos acabaram fazendo com que os preços não indicassem mudanças durante a semana. Conforme Iglesias, isso evidencia a maior competitividade das proteínas concorrentes.
O quarto do dianteiro foi precificado a R$ 20,50 sem alterações frente aos valores praticados no final da semana anterior. Já os cortes do traseiro bovino foram cotados a R$ 27,00 por quilo, sem mudanças em relação à última semana.
Exportações
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 666,888 milhões em março até o momento (10 dias úteis), com média diária de US$ 66,688 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 115,678 mil toneladas, com média diária de 11,567 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.765,00.
Em relação a março de 2025, houve alta de 20,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 2,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 17,6% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
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