São Paulo, 17 de agosto de 2026 – O mercado financeiro global iniciou a semana cauteloso, com leve apetite ao risco. Bolsas procuram direcionamento e o petróleo sobe moderadamente. No radar, a ata do Fed, que será divulgada na quarta, e as negociações envolvendo Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio.
Internamente, os investidores avaliam o Focus eo IGP-10 e aguardam o IBC-Br. As preocupações fiscais e a instabilidade política seguem no centro das atenções, com o início da campanha neste final de semana.
As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus mantiveram em 5,02% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. Para 2027, as instituições financeiras elevaram de 4,22% para 4,24% a previsão para a inflação medida pelo IPCA.
As instituições mantiveram em 1,98% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 diminuiu de 1,52% para 1,50%.
A pesquisa Focus manteve em 13,75% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 14,00%, o que significa que o mercado espera um corte de 0,25 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 14,00%. Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 12,00%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 ficou estável em R$ 5,20 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29 por dólar. Quatro semanas atrás, a previsão para 2026 era igual, mas a estimativa para 2026 era menor, de R$ 5,28.
O Indice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,51% em agosto. No mês de julho, a taxa havia sido de 1,13%. Com este resultado, o índice acumula alta de 1,48% no ano e de 2,00% em 12 meses. Em agosto de 2025, o IGP-10 havia subido 0,16% e acumulava alta de 2,84% em 12 meses.
Logo mais, o Banco Central vai divulgar o IBC-Br de junho, a prévia para o PIB do país. A expectativa do mercado é de uma queda de 0,53% no mês.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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