São Paulo, 17 de agosto de 2026 – As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus mantiveram em 5,02% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – diminuiu de 4,91% para 4,70%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu de 4,47% para 4,71%.
Para 2027, as instituições financeiras elevaram de 4,22% para 4,24% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados em 2027 diminuiu de 3,90% para 3,87%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo IGP-M caiu de 4,14% para 4,10%.
As instituições mantiveram em 1,98% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 diminuiu de 1,52% para 1,50%.
O BC estima que a economia brasileira crescerá 2% em 2026, segundo a edição mais recente do Relatório de Política Monetária (RPM), publicada em junho.
A pesquisa Focus manteve em 13,75% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 14,00%, o que significa que o mercado espera um corte de 0,25 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 14,00%.
Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 12,00%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 ficou estável em R$ 5,20 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29 por dólar. Quatro semanas atrás, a previsão para 2026 era igual, mas a estimativa para 2026 era menor, de R$ 5,28.
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