Logo (4)
COTAÇÕES
Dólar
R$ 5,71
Euro
R$ 6,16

RADAR DO DIA: Ata do Copom; IPCA-15 de março; tarifas de Trump; PCE nos EUA

Links deste artigo

São Paulo, SP – Os índices futuros americanos e as bolsas europeias abriram em alta. A semana será marcada pela divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, realizada na semana passada, e que confirmou o aumento da taxa Selic em 1 ponto percentual, elevando os juros para 14,25% ao ano. O documento será divulgado amanhã.

Após a decisão unânime, o Copom divulgou um comunicado afirmando que, “diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, da elevada incerteza e das defasagens inerentes ao ciclo de aperto monetário em curso, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de menor magnitude na próxima reunião”.

Para além da próxima reunião, o Comitê reforçou que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.

A semana também trará, na quinta-feira (27), prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de março. Em fevereiro, o IPCA foi de 1,31%, ficando 1,15 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de janeiro (0,16%). Esse foi o maior IPCA para um mês de fevereiro desde 2003 (1,57%). No ano, o IPCA acumula alta de 1,47% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 5,06%, acima dos 4,56% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2024, a variação havia sido de 0,83%.

Nos Estados Unidos, serão divulgados, na quinta-feira, a leitura final do PIB do quarto trimestre de 2024 e, na sexta-feira, o Indice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês). Além disso, também saem os números do índice de gerentes de compras (PMI) da indústria e de serviços referentes a março, da atividade nacional do Fed Chicago, o S&P/Case-Shiller de preços de imóveis, a confiança do consumidor, as vendas de imóveis novos e
as pendentes de imóveis, os pedidos de bens duráveis, os estoques de petróleo, os pedidos de seguro-desemprego, e a leitura revisada da confiança do consumidor da Universidade de Michigan.

Investidores também ficam de olho nos novos desdobramentos sobre as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump em diferentes setores da economia. Segundo informações da agência de notícias “Dow Jones”, a administração Trump não deve anunciar tarifas setoriais (como as previstas para automóveis, fármacos e semicondutores) na data inicialmente planejada, mas manterá tarifas recíprocas contra principais parceiros comerciais. A mudança reflete um ajuste na estratégia, priorizando países com grandes déficits comerciais com os EUA.

O plano agora visa nações com desequilíbrios comerciais persistentes, um grupo chamado de “dirty 15” (ou ’15 sujos’) pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent. Países como China, UE, México e Canadá devem ser os mais afetados, com tarifas significativamente mais altas. A lista final ainda não foi divulgada. Ao contrário do esperado, o governo pode usar poderes de emergência econômica para implementar as tarifas já em 2 de abril, sem período de transição. A medida surpreendeu observadores, que esperavam um anúncio gradual.

Na manhã de hoje foi divulgado o boletim Focus com as previsões de instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central do Brasil. Para o IPCA, a previsão para 2025 recuou de 5,66% para 5,65%. Para 2026, a expectativa para a inflação passou de 4,48% para 4,50%. A meta para a inflação no período é de 3%.

Sobre a taxa Selic, a previsão para 2025 segue 15%. Para 2026, a expectativa para a Selic manteve o mesmo índice da semana passada, de 12,50%. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a previsão recuou de 1,99% para 1,98% em 2025. A projeção para 2026 ficou estável em 1,70%. Sobre o dólar, a cotação para 2025 recuou de R$ 5,98 para R$ 5,95. Em 2026, a previsão par ao dólar segue em R$ 6.

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2024 termina nesta semana com os números da Sabesp, Bradespar, JBS, Americanas, CVC, Equatorial, Oi, Vamos, Movida e Gol.

No setor corporativo, a Engie Brasil informa que celebrou, na data de hoje, contrato com a EDP e a China Three Gorges Energia (CTG), que regula a aquisição, pela companhia, por cerca de R$ 3 bilhões, da totalidade das ações de emissão da Companhia Energética do Jari (Jari) e da Empresa de Energia Cachoeira Caldeirão S.A.. Os respectivos ativos englobam a Usina Hidrelétrica Cachoeira Caldeirão e a Usina Hidrelétrica Santo Antônio do Jari

O conselho de administração da Localiza deliberou pela autorização de crédito e pagamento aos acionistas de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor bruto de R$ 480,9 milhões, e pela submissão à apreciação de seus acionistas, em assembleia geral extraordinária (AGE) da companhia a ser realizada em 30 de abril, a incorporação, pela companhia, da sua subsidiária integral Localiza Franchising Brasil S.A., com a transferência de todo o acervo líquido da Localiza Franchising para a Companhia e a consequente extinção da incorporada.

O boletim do Programa Mensal da Operação (PMO) para a última semana operativa de março, que compreende os dias 22 a 28, apresenta um cenário de estabilidade nos indicadores monitorados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ante às revisões anteriores. As perspectivas de Energia Armazenada ao final do mês seguem indicando a possibilidade de três subsistemas estarem acima de 60% e com percentuais similares aos divulgados previamente: Norte, 96%; Nordeste, 77,5%; e Sudeste/Centro-Oeste, 67,6%. A exceção nesse padrão é o Sul, com 36,8%.

A produção brasileira de aço bruto foi de 2,7 milhões de toneladas em fevereiro deste ano, um recuo de 1,6% frente ao apurado no mesmo mês de 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto Aço Brasil nesta sexta-feira. Já a produção de laminados foi de 1,9 milhão de toneladas, 0,8% superior à registrada em fevereiro de 2024. A produção de semiacabados para vendas foi de 620 mil toneladas, uma retração de 18,4% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2024.

Emerson Lopes / Safras News
Copyright 2024 – Grupo CMA

 

Compartilhe

  • Deixe uma resposta
    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PLATAFORMA SAFRAS

Ganhe uma visão uniforme e aprofundada do agronegócio com a Plataforma Safras: acesse análises, preços comerciais, fretes, paridades, estatísticas, indicadores, notícias, gráficos e baixe relatórios em um único lugar!

TUDO SOBRE O AGRONEGÓCIO

 GLOBAL EM UM SÓ LUGAR

Ver Pacotes
Group 139 1

CADASTRE SEU E-MAIL E FIQUE POR DENTRO DAS INFORMAÇÕES SOBRE O AGRONEGÓCIO.

Cadastrar