Porto Alegre, 21 de julho de 2026 – O mercado brasileiro de soja deve ter um dia de preços pressionados e de poucos negócios. A Bolsa de Mercadorias de Chicago até chegou a registrar ganhos mais cedo, mas perdeu foça e recua neste momento, diante da melhora nas condições das lavouras norte-americanas. Já o dólar abriu em queda frente ao real e segue abaixo de R$ 5,10, o que também influencia negativamente as cotações da oleaginosa.
Na segunda-feira, o mercado brasileiro de soja voltou a registrar cotações firmes, acompanhando a forte alta da Bolsa de Chicago. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os ganhos na bolsa mais do que compensaram os leves recuos do dólar e dos prêmios, garantindo uma melhora nos preços internos.
Silveira destaca que Chicago chegou a operar com valorização superior a 2% nos principais vencimentos. Com isso, as cotações da soja subiram entre R$ 2,00 e R$ 3,00 por saca, dependendo da região, enquanto os portos apresentaram indicações firmes, embora com prazos de pagamento mais alongados.
De acordo com o analista, o movimento favoreceu a realização de negócios por parte dos produtores, ainda que sem grandes volumes reportados.
Na safra nova, também houve movimentação, mas em ritmo mais cauteloso. “Os produtores seguem com expectativa de cotações ainda mais firmes”, observa Silveira.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 138,00 para R$ 140,00, movimento semelhante ao registrado em Santa Rosa (RS), onde passou de R$ 139,00 para R$ 141,00. Em Cascavel (PR), as cotações subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00. Em Rondonópolis (MT), os preços passaram de R$ 125,00 para R$ 127,00, enquanto em Dourados (MS) a saca avançou de R$ 125,00 para R$ 128,00. Já em Rio Verde (GO), a cotação evoluiu de R$ 126,00 para R$ 129,00.
Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 144,00 para R$ 145,00. Em Rio Grande (RS), as referências também avançaram, de R$ 144,00 para R$ 146,00.
CHICAGO
* A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com perdas. A posição novembro/26 do grão recuava 0,28%, cotada a U$ 12,22 3/4 por bushel.
* O mercado registrava ganhos mais cedo, seguindo o petróleo e a demanda chinesa. Mas perdeu força nos últimos negócios, diante da melhora nas condições das lavouras norte-americanas.
* O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 66% das lavouras de soja estavam em condições boas a excelentes até 19 de julho, acima dos 65% registrados na semana anterior. As áreas classificadas como regulares somavam 26%, ante 27% na semana anterior, enquanto 8% permaneciam entre ruins e muito ruins.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra alta de 0,31%, a R$ 5,0724. O Dollar Index registra avanço de 0,06%, a 101,012 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia fecharam em alta. China, +1,79%. Japão, +3,26.
* As bolsas na Europa operam mistas. Paris, -0,07%. Frankfurt, +0,05%. Londres, +0,14%.
* O petróleo opera em forte alta. Setembro do WTI em NY: US$ 90,81 o barril (+1,77%).
AGENDA
—-Terça-feira (21/07)
11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.
Dados de produção e vendas da Vale, após fechamento do mercado.
—–Quarta-feira (22/07)
03:00 – Reino Unido: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, junho).
11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.
Entrada em vigor das tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre importações brasileiras.
—–Quinta-feira (23/07)
09:15 – Zona do Euro: Decisão de juros do BCE.
09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
20:30 – Japão: Índice de Preços ao Consumidor (CPI (junho).
—–Sexta-feira (24/07)
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
Rodrigo Ramos – rodrigo@safras.com.br (Safras News)
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