Porto Alegre, 6 de novembro de 2026 – A queda dos contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) pressionaram os referenciais domésticos e prejudicaram a comercialização no Brasil, mesmo com o câmbio favorável. Os produtores se afastaram do mercado e centram atenções no plantio, que teve mais uma semana de bom avanço.
A saca de 60 quilos subiu de R$ 152,00 para R$ 152,50 em Passo Fundo (RS), ao longo da semana. No mesmo período, o preço estabilizou em R$ 148,00 em Cascavel (PR) e recuou de R$ 141,00 para R$ 140,00 em Rondonópolis (MT). No Porto de Paranaguá (PR), a cotação seguiu em R$ 159,00.
Em Chicago, os contratos com vencimento em janeiro, os mais negociados, acumularam uma desvalorização de 3,8% na semana, cotados a US$ 11,87 por bushel na manhã da sexta, 6, os menores níveis em mais de dois meses. O bom avanço da colheita nos Estados Unidos superou os sinais de demanda chinesa e seguiu pressionando as cotações.
Os produtores americanos estão próximos de encerrar a colheita da maior safra do país. A expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos venha a elevar a sua projeção para a produção americana no seu relatório de novembro, que será divulgado dia 10, ajudou a manter o mercado futuro sob pressão.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,601 bilhões de bushels. Em outubro, a previsão era de 4,562 bilhões. Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 336 milhões de bushels, contra 315 milhões indicados em outubro.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 125,3 milhões de toneladas, avançando frente aos atuais 124,3 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá elevar sua estimativa de 124,9 milhões para 125 milhões de toneladas.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
Copyright 2026
TUDO SOBRE O AGRONEGÓCIO
GLOBAL EM UM SÓ LUGAR





