Além disso, determinadas unidades seguem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no curtíssimo prazo. “Vale destacar que a progressão da cota chinesa segue como fator essencial para a formação de tendência em 2026, com o possível esgotamento apontando para preços mais baixos em maio e no restante do terceiro trimestre”, avalia.
Em termos de normas regulatórias, a China está cada vez mais rigorosa, com o anúncio de suspensão das compras de um frigorífico brasileiro por traços de acetato de medroxiprogesterona, fármaco veterinário proibido na China.
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 16 de abril:
* São Paulo (Capital) – R$ 370,00 a arroba, inalterado frente ao final da semana passada.
* Goiás (Goiânia) – R$ 360,00 a arroba, avanço de 1,41% frente aos R$ 355,00 registrados no final da semana passada.
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 355,00 a arroba, aumento de 1,43% ante os R$ 350,00 registrados no fechamento da última semana.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 360,00 a arroba, sem mudanças frente ao encerramento da semana anterior.
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 365,00 a arroba, aumento de 1,39% frente aos R$ 360,00 praticados no fechamento da semana passada.
* Rondônia (Vilhena) – R$ 335,00 a arroba, acréscimo de 1,52% perante os R$ 330,00 registrados no encerramento da última semana.
Atacado
No mercado atacadista, o mercado se deparou com preços levemente mais altos, considerando a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. Como limitador para altas mais consistentes precisa ser mencionada a menor competitividade da carne bovina se comparada às proteínas concorrentes, em especial à carne de frango. “O baixo poder de compra das famílias direciona o consumo para proteínas mais acessíveis”, avalia.
O quarto do dianteiro foi precificado a R$ 23,00 por quilo na semana, aumento de 2,22% frente aos R$ 22,50 por quilo praticados no final da semana passada. Já os cortes do traseiro bovino foram cotados a R$ 28,00 por quilo, avanço de 1,82% frente aos R$ 27,50 encerrados no final da semana passada.
Exportações
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 591,244 milhões em abril até o momento (7 dias úteis), com média diária de US$ 84,463 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 97,264 mil toneladas, com média diária de 13,895 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.078,70.
Em relação a abril de 2025, houve alta de 39% no valor médio diário da exportação, ganho de 15,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 20,8% no preço médio.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
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