São Paulo – O Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,1% em no último trimestre de 2025, e terminou com alta de 2,3%. A Agropecuária avançou 11,7%, Serviços 1,8% e a Indústria 1,4%. O PIB totalizou R$ 12,7 trilhões em 2025. Já o PIB per capita chegou a R$ 59.687,49, com avanço real de 1,9% frente ao ano anterior.
O resultado trimestral veio em linha com as projeções do mercado, enquanto o acumulado do ano veio abaixo (+1,8%).
A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, ficou em 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024.
Frente ao 3º trimestre de 2025, na série com ajuste sazonal, o PIB variou 0,1%. Houve altas nos Serviços (0,8%) e na Agropecuária (0,5%), enquanto a Indústria recuou 0,7%.
Em relação ao 4º trimestre de 2024, o PIB avançou 1,8%. Houve crescimento na Agropecuária (12,1%), na Indústria (0,6%) e nos Serviços (2,0%).
A variação em volume do Valor Adicionado da Agropecuária em 2025 (11,7%) decorreu, principalmente, do crescimento da produção e da produtividade na Agricultura. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), várias culturas registraram crescimento de produção em 2025, com destaque para o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram produções recordes na série histórica. Cabe ressaltar que a Pecuária também teve contribuição positiva em 2025.
Na Indústria, o destaque positivo foram as Indústrias Extrativas (8,6%) devido ao crescimento da extração de petróleo e gás. A Construção cresceu 0,5%, justificada pela alta da massa salarial real na atividade. Por outro lado, a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos apresentou variação negativa (-0,4%), influenciada pela piora relativa das bandeiras tarifárias em relação a 2024. Já as Indústrias de Transformação registraram variação negativa (-0,2%), principalmente, pela queda na fabricação de coque e derivados do petróleo; produtos de metal e bebidas.
Todas as atividades dos Serviços cresceram: Informação e comunicação (6,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), Transporte, armazenagem e correio (2,1%), Outras atividades de serviços (2,0%), Atividades imobiliárias (2,0%), Comércio (1,1%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).
Pela ótica da despesa, houve crescimento de 2,9% da Formação Bruta de Capital Fixo, explicado pelo acréscimo da importação de bens de capital, desenvolvimento de software, além da alta na Construção, que compensaram a queda na produção interna de bens de capital.
O Consumo das Famílias cresceu 1,3% em relação ao ano anterior puxada pela melhora no mercado de trabalho, pelo aumento do crédito e pelos programas governamentais de transferência de renda.
Entretanto, esta taxa representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 2024 (5,1%) devido, principalmente, aos efeitos adversos da política monetária contracionista. O Consumo do Governo, por sua vez, cresceu 2,1%.
No setor externo, houve altas tanto nas Exportações de Bens e Serviços (6,2%) quanto nas Importações de Bens e Serviços (4,5%). Na pauta de exportações, os destaques foram: extração de petróleo; veículos automotores; agropecuária. Nas importações, destacam-se: outros equipamentos de transportes; máquinas e equipamentos; produtos químicos.

