Brasília, 29 de maio de 2026 – O Brasil precisa de pesquisa e inovação para fomentar ainda mais a produtividade da agricultura tropical. A firmação é da presidente da CropLife Brasil, Ana Paula Repezza, que concedeu entrevista exclusiva à Agência Safras News, durante o lançamento da campanha “O que é que só o Brasil tem?”, que ocorreu em Brasília (DF).
Conforme a entrevistada, é preciso observar as peculiaridades que a agricultura tropical possui. “É necessário termos um marco regulatório específico, à altura da competitividade brasileira, que é protagonista no mundo não apenas em termos de segurança alimentar, mas também na questão da bioenergia”, pondera.
“É muito importante que todo o Brasil entenda que, para continuarmos sendo competitivos internacionalmente no agronegócio, como já somos hoje, precisamos de um marco regulatório cada vez mais moderno e à altura dessa agricultura tropical tão rica que temos aqui”, destaca a dirigente.
A campanha, lançada nesta quarta-feira (27), tem uma mensagem bastante ampla, que precisa ser reforçada ao longo dos próximos meses junto a diversos stakeholders e parceiros, segundo a presidente. “Nós vamos continuar levando essas mensagens aos órgãos reguladores, ao Executivo e ao Legislativo”, relata. “Também teremos uma segunda fase voltada para a sociedade, a fim de gerar conscientização sobre as especificidades da agricultura tropical”, acrescenta.
Um dos pontos observado por Repezza é a visão da utilização de agroquímicos pelo Brasil. Em pesquisa solicitada pela CropLife Brasil, 32% dos entrevistados responderam que acreditam que o país é o mais que mais usa agrotóxicos no mundo. “O que não é verdade”, afirma. “Óbvio que usa muito, até por termos três safras, mas não somos o que mais consome por hectare”, explica. “Para os formadores de opinião, este índice é ainda mais elevado, subindo para 47%”, lamenta.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras News
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