Porto Alegre, 28 de agosto de 2026 – A semana registrou queda nos preços do quilo vivo e nos principais cortes de carne suína do atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, o cenário para formação de cotações continuou difícil, com a indústria carregando tom de cautela na compra do vivo, avaliando que a oferta de animais é elevada frente as necessidades atuais.
Ele aponta que pesa também na decisão da indústria a situação do atacado, onde os cortes estão pressionados, com grande nível de oferta e sem enxergar fatores contundentes que levem a um enxugamento da disponibilidade no curto prazo.
“Por mais que a carne suína esteja competitiva, o processo de descapitalização das famílias é ponto que pode pesar no consumo até o fechamento do mês”, explica Maia.
Outro ponto de atenção para o setor, conforme levanta o analista, é o preço médio da tonelada exportada, que vem registrando quedas, impactando a rentabilidade. Em termos de volumes exportados, os números estão vido bons ao longo do mês.
“Suinocultores mostram apreensão com a dinâmica do mercado e prejuízos crescentes. Um ajuste de produção segue como fator chave para que o setor encontre ponto de equilíbrio”, conclui o analista.
Preços
Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país desceu de R$ 4,85 para R$ 4,80 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de carcaça no atacado foi de R$ 7,61 para R$ 7,50 e a média do pernil de R$ 9,59 para R$ 9,49.
A análise de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo caiu de R$ 96,00 para R$ 95,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo desceu de R$ 4,90 para R$ 4,80 e no interior do estado continuou em R$ 4,70.
Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração teve queda de R$ 4,80 para R$ 4,65 e no interior catarinense estabilidade de R$ 4,60. No Paraná, o preço do quilo vivo permaneceu em R$ 4,65 no mercado livre e, na integração, caiu de R$ 5,15 para R$ 5,05.
No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande seguiu em R$ 4,80 e, na integração, teve baixa de R$ 4,80 para R$ 4,65. Em Goiânia, os preços foram de R$ 5,00 para R$ 4,90. No interior de Minas Gerais, os preços tiveram estabilidade R$ 5,00 e, no mercado independente, de R$ 5,20. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis seguiu em R$ 5,05 e, na integração do estado, desceu de R$ 4,80 para R$ 4,65.
Exportações
As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 184,187 milhões em agosto (15 dias úteis), com média diária de US$ 12,279 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 78,649 mil toneladas, com média diária de 5,243 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.341,9 por tonelada.
Em relação a agosto de 2025, houve recuo de 7% no valor médio diário, alta de 2,4% na quantidade média diária e queda de 9,2% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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