Porto Alegre, 19 de maio de 2026 – A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços mais altos.
As cotações subiram bem no dia com ajustes técnicos e correção após as perdas recentes, com as últimas 3 sessões seguidas de baixas. A posição julho na segunda-feira chegou aos níveis mais baixos desde 04 de agosto de 2025, batendo em 263,45 centavos de dólar por libra-peso. Nesta terça, em sessão extremamente volátil, NY chegou a estar no terreno negativo e na mínima do dia para julho tocou em 262,85 centavos de dólar por libra-peso, patamar ainda mais baixo que o visto na sessão anterior.
A safra brasileira de café que vai sendo colhida, ainda em fase inicial, pesa natural e sazonalmente sobre as cotações. Com expectativa de produção recorde, as cotações nas bolsas acabam caindo com o sentimento de melhora no abastecimento global, com maior tranquilidade para os consumidores. A chegada da produção do principal país produtor e exportador é aspecto baixista presente em todas as sessões.
Porém, com as quedas acumuladas e fortes, o mercado dá sinais de estar sobrevendido e também de modo natural há correções técnicas, com fundos e especuladores cobrindo posições vendidas para realizar lucros.
As quedas constantes dos estoques certificados também são citadas como fator altista para os preços. E para completar o mercado acompanha as oscilações do dólar contra o real e outras moedas. Em um cenário de tensões geopolíticas com Guerra no Oriente Médio, os efeitos no petróleo e outras commodities afetam também o café. O dólar esteve firme no dia, indicativo baixista para o café, que ainda assim encontrou espaço para avançar relativamente bem.
Segundo o relatório de abril do Rabobank de café sobre o Brasil, em março de 2026 foi concluído o levantamento da safra brasileira referente ao ciclo 2026/27, indicando forte recuperação da produção, especialmente do café arábica. De acordo com o Rabobank, a produção total é estimada em 73,3 milhões de sacas, sendo 48,7 milhões de arábica e 24,6 milhões de conilon. O crescimento projetado reflete a melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras e sinaliza um cenário de maior equilíbrio da oferta brasileira no próximo ciclo, após períodos de restrição produtiva, aponta o relatório.
Os contratos com entrega em julho/2026 do café arábica fecharam a sessão a 270,15 centavos de dólar por libra-peso, alta de 5,95 centavos, ou de 2,2%. No fechamento, setembro/2026 teve cotação de 262,15 centavos, elevação de 5,40 centavos, ou de 2,1%.
Lessandro Carvalho – lessandro@safras.com.br (Safras News)
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