Porto Alegre, 9 de junho de 2026 – A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços mais baixos.
Em mais um pregão em que no começo parecia que NY poderia ter uma recuperação técnica, a bolsa retornou ao terreno negativo e no contrato setembro bateu em 238,85 centavos de dólar por libra-peso. É o nível mais baixo para a posição desde 19 de novembro de 2024, ou seja, as cotações mais fracas em 19 meses praticamente.
A chegada da safra brasileira de 2026 é o fator maior de pressão. Embora a colheita esteja com um ritmo prejudicado por chuvas em regiões produtoras, seguem as perspectivas de uma ampla produção, que pode ser recorde, segundo as estimativas privadas.
Há um natural sentimento de melhora na oferta global com essa grande safra brasileira, gerando pressão sobre as cotações nas bolsas de futuros do arábica em Nova York e do robusta em Londres. Para o arábica, a pressão é maior porque se espera uma safra de arábica bem maior em relação ao ano passado, o que não acontece com o conilon/robusta, que tende a ter uma colheita mais próxima do número de 2025.
A baixa do petróleo contribuiu como aspecto baixista, enquanto a contínua queda nos estoques certificados de NY é fator de suporte de curto prazo. Setembro é o contrato referência e vão acelerando as rolagens de contrato de julho para a frente com a aproximação da notificação de entregas de julho.
Os contratos com entrega em julho/2026 do café arábica fecharam a sessão a 244,40 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,50 centavo, ou de 0,6%. No fechamento, setembro/2026 teve cotação de 240,90 centavos, baixa de 0,75 centavo, ou de 0,3%.
Lessandro Carvalho – lessandro@safras.com.br (Safras News)
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