Porto Alegre, 30 de abril de 2026 – O mercado internacional de açúcar teve um mês de forte volatilidade em abril. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos com entrega em maio do açúcar bruto fecharam a sessão do dia 29 de abril a 14,68 centavos de dólar por libra-peso, ante 15,52 centavos em 31 de março, uma queda de 5,4%. No dia 29 de março, o contrato havia escalado uma máxima de 16,10 centavos, maior nível em mais de cinco meses.
Apesar da queda acumulada ao longo de abril, os preços dispararam principalmente na segunda quinzena do mês, puxados mais uma vez pela forte valorização do petróleo e pela perspectiva de maior demanda para o etanol no Brasil com o governo avaliando o aumento da mistura de anidro na gasolina. Depois de atingir uma mínima de 13,31 centavos no fechamento do dia 17 de abril, o contrato mais negociado do açúcar bruto em Nova York avançou cerca de 10% em um espaço de cerca de duas semanas.
O impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã está sustentando os preços do barril do petróleo, o que, por sua vez, sustenta o açúcar, sob a expectativa de que isso impulsione a moagem da cana para a produção de etanol em detrimento do açúcar.
Ao mesmo tempo, o Brasil está considerando aumentar a obrigatoriedade da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%, e a chegada esperada do El Niño já em junho pode reduzir a safra de cana-de-açúcar na Ásia este ano, enquanto o Departamento Meteorológico da Índia já prevê chuvas de monções abaixo da média.
Já a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) estimou que a produção brasileira de açúcar em 2026/27 deve apresentar uma leve redução de 0,5% em relação à safra anterior, projetada em 43,952 milhões de toneladas, com o mercado mais favorável ao etanol.
Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Safras News
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