Porto Alegre, 21 de agosto de 2026 – O mercado físico brasileiro de algodão encerrou a semana preços firmes, mas com pouca variação semanal. A comercialização tem sido para negócios pontuais no curto prazo e algumas operações foram fechadas para períodos mais longos. De um modo geral, o cenário é marcado pela cautela por parte da demanda, enquanto pelo lado do produtor, há um pouco mais de disposição para negociar e flexibilidade, contribuindo para manter competitivo o prêmio da pluma brasileira em relação aos contratos negociados em Nova York, informou a Safras Consultoria.
Na ideia em São Paulo, o algodão foi negociado ao redor de R$ 4,23 por libra-peso, alta de 0,24% em relação a quinta-feira anterior (13). Já em Rondonópolis (MT), a pluma chegou a R$ 134,15 por arroba, equivalente a R$ 4,06/libra-peso ante R$ 133,85 por arroba (ou R$ 4,05/libra-peso) uma semana antes.
Custos de produção em MT – Imea
O relatório mensal do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) referente a julho indica que os custos de produção do algodão em Mato Grosso atingiram R$ 18.778,27 por hectare. Em junho, o valor era de R$ 18.512,95 por hectare. Os dados referem-se à temporada 2026/27.
Colheita no Brasil – Conab
A colheita da safra 2025/26 de algodão atingiu 59,6% da área dos sete principais estados produtores do Brasil (que representam 98% do total), conforme levantamento semanal da Companhia de Abastecimento (Conab), com dados recolhidos até 14 de agosto.
Na semana anterior, a colheita estava em 43,7%. Em igual período do ano passado, o número era de 48,9%. E nos últimos cinco anos, a média era de 64,5%.
Exportações semanais dos EUA – USDA
As vendas líquidas norte-americanas de algodão (upland), referentes à temporada 2026/27, iniciada em 1o de agosto, ficaram em 209.400 fardos na semana encerrada em 13 de agosto. O maior importador foi o Vietnã, com 55.400 fardos.
Para a temporada 2027/28, foram mais 64.900 fardos. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).




