Porto Alegre, 29 de maio de 2026 – O mercado de milho apresentou um cenário de preços em queda no Brasil ao longo de maio, em meio à expectativa para a entrada da segunda safra, estimada em mais de 99 milhões de toneladas por Safras & Mercado.
Conforme a Consultoria Safras & Mercado, os produtores procuraram ofertar maiores volumes de milho ao mercado durante o mês, embora ainda tentando manter preços firmes para o cereal, o que manteve os consumidores distantes, apenas com compras pontuais para atender as necessidades de demanda mais urgentes, na espera de preços mais baixos.
Algumas colheitas de milho segunda safra estão previstas para iniciar em junho, o que pode trazer um quadro maior de pressão às cotações internas, especialmente em razão do câmbio mais valorizado durante o mês de maio, o que prejudicou a formação de preços nos portos.
No que tange ao clima, a expectativa de que as geadas poderiam atingir e causar perdas nas regiões produtoras de milho durante o mês de maio não se confirmaram, mantendo as lavouras em condições favoráveis. A exceção fica com os estados de Goiás e de Minas Gerais, que enfrentam problemas com a falta de chuvas e que podem vir a registrar quebras de produção.
No cenário internacional, a Bolsa de Chicago operou com baixa predominante, especialmente na segunda metade de maio, em meio ao clima favorável nos Estados Unidos tanto ao plantio quanto ao desenvolvimento das lavouras de milho no cinturão produtor. A perspectiva de que um acordo entre Estados Unidos e Irã esteja mais próximo, também ajudou a pressionar as cotações do petróleo, o que também ajudou a derrubar os preços do milho em Chicago.
Preços do milho
O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 61,25 no dia 28 de maio, baixa de 2,44% frente aos R$ 62,78 registrados no final de abril. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 60,00, recuo de 4,76% frente aos R$ 63,00 do encerramento do mês anterior.
Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 66,50, decréscimo de 5,00% frente aos R$ 70,00 registrados no final do mês anterior. Na região da Mogiana paulista, a saca do cereal caiu 7,69% no mês, passando de R$ 65,00 para R$ 60,00.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 52,00, sem mudanças frente ao final de abril. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço ficou em R$ 67,50, baixa de 0,74% frente aos R$ 68,00 registrados no fechamento do mês anterior.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda ficou em R$ 59,00 ao longo do mês, inalterado frente ao encerramento de abril. Já em Rio Verde, Goiás, a saca foi cotada em R$ 57,00, decréscimo de 5,00% perante os R$ 60,00 registrados no final de abril.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 53,774 milhões em maio até o momento (15 dias úteis), com média diária de US$ 3,585 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 201,735 mil toneladas, com média de 13,449 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 266,60.
Em relação a maio de 2025, houve alta de 314,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 625,5% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 42,9% no preço médio.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Safras News)
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