Porto Alegre, 9 de janeiro de 2026 – O mercado brasileiro de milho registrou preços de estáveis a mais baixos e negociações bastante lenta na primeira semana de 2026. De acordo com a Safras Consultoria, o viés permanece de queda às cotações, uma vez que os consumidores relatam estarem com estoques de milho confortáveis nesse momento, visando atender as necessidades mais urgentes de demanda.
Segundo analistas de Safras & Mercado, muitos consumidores inclusive alegam ter conseguido alongar compras ainda em 2025, de modo a suprir a demanda prevista para o primeiro trimestre deste ano. Com uma menor demanda, frente a um melhor volume de oferta por parte dos produtores, especialmente em estados como São Paulo e Minas Gerais, o mercado de milho operou com um tradicional quadro de pressão nas cotações. No Rio Grande do Sul, mesmo com a colheita já em andamento, os preços se mantiveram, assim como em Goiás e no Paraná.
No cenário internacional, a semana foi negativa para o cereal, em meio ao sentimento de ampla oferta global, com uma safra abundante nos Estados Unidos e as perspectivas de uma produção de bom volume na América do Sul. Nem mesmo os sinais de demanda mais aquecida para o cereal norte-americano foram suficientes para sustentar as cotações.
Na próxima semana, no mercado interno, as atenções estarão voltadas para o 4o levantamento da safra brasileira de milho por parte da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no dia 15. Lá fora, os holofotes giram em torno dos relatórios de oferta e demanda e de estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que serão divulgados já na próxima segunda-feira (12).
Preços internos
O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 67,38 no dia 8 de janeiro, baixa de 0,47% frente aos R$ 67,69 registrados no final da semana passada. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 65,00, estável frente ao valor praticado no fechamento da semana passada.
Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 72,00, baixa de 2,7% frente aos R$ 74,00 praticados no encerramento da semana passada. Na região da Mogiana paulista, a saca do cereal caiu 1,43%, de R$ 70,00 para R$ 69,00.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 64,00, inalterado em comparação com a última semana. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço ficou em R$ 70,00, sem mudanças em relação ao fechamento da semana anterior.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda para a saca baixou 1,49%, de R$ 67,00 para R$ 66,00 ao longo da semana. Já em Rio Verde, Goiás, a saca foi cotada em R$ 63,00, sem mudanças ante à semana passada.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 1,333 bilhão em dezembro (22 dias úteis), com média diária de US$ 43,586 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 6,127 milhões de toneladas, com média de 278,526 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 217,70.
Em relação a dezembro de 2024, houve avanço de 46% no valor médio diário da exportação, ganho de 43,6% na quantidade média diária exportada e valorização de 1,7% no preço médio.
Ao longo de todo o ano de 2025, as exportações de milho alcançaram US$ 8,588 bilhões, com um avanço de 5% frente aos US$ 8,177 bilhões obtidos em 2024. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Safras News)
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