Porto Alegre, 30 de janeiro de 2026 – O mercado internacional de açúcar teve um período de pouca volatilidade em janeiro, depois de cair para o patamar mais fraco em cinco anos no último trimestre de 2025. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos com entrega em março do açúcar bruto fecharam a sessão do dia 29 de janeiro a 14,70 centavos de dólar por libra-peso, ante 15,01 centavos em 31 de dezembro, uma queda de 2%.
Segundo analistas, o mercado permaneceu estagnado ao longo de janeiro em uma faixa de aproximadamente 14,50 a 15,00 centavos, na ausência de notícias importantes sobre os fundamentos do mercado.
Fundamentalmente, as cotações permanecem pressionadas por sentimento de amplas ofertas em termos globais. No Centro-Sul do Brasil, a produção acumulada de açúcar da temporada 2025/26 até
dezembro cresceu quase 1%, para 40,222 milhões de toneladas, enquanto o mix do açúcar passou de 48,16% para 50,82% na atual temporada. Na Índia, a produção da safra 2025/26 totaliza 15,9 milhões de toneladas entre outubro e a metade de janeiro, uma alta de 22%.
Exportação de açúcar atinge 1,737 mi t em janeiro
A receita diária média obtida com as exportações brasileiras de açúcar e outros melaços atinge US$ 39,408 milhões em janeiro, com 16 dias úteis, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Já o volume médio diário de exportações chega a 108,605 mil toneladas no mês. Foram exportadas 1.737.684,3 toneladas de açúcar em janeiro, com receita de US$ 630.536,9, a um preço médio de US$ 362,9 por tonelada.
Na comparação com a média diária de janeiro de 2025, de US$ 45,440 milhões, há queda de 13,3% no valor obtido diariamente pelas exportações de açúcar em janeiro de 2026.
Em volume, há avanço de 15,9% ante as 93,739 mil toneladas diariamente embarcadas em janeiro de 2025. Já o preço médio caiu 25,1%, ante os US$ 484,8 por tonelada verificados em janeiro de 2025.
Fabio Rubenich – fabio@safras.com.br (Safras News)
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