Porto Alegre, 18 de setembro de 2026 – O mercado brasileiro de milho registrou negociações travadas ao longo da semana e preços mistos. Conforme a consultoria Safras & Mercado, o maior movimento de queda nas cotações foi observado em regiões do estado de São Paulo, decorrente da necessidade dos produtores em fazer caixa para honrar compromissos financeiros com vencimento no final do mês. Mesmo assim, os volumes disponibilizados ao mercado permaneceram reduzidos, impedindo uma pressão mais intensa sobre as cotações.
De modo geral, pelo lado da oferta, predominou uma postura retraída dos produtores na fixação de volumes, refletindo a expectativa de preços mais elevados nos próximos meses. Isso favoreceu um movimento de sustentação das cotações na maioria das demais praças de comercialização.
Do lado da demanda, os consumidores mantiveram uma postura tranquila nas negociações. Em grande parte do país, sinalizaram uma posição de tranquilidade com relação aos estoques.
No decorrer dos últimos 7 dias, os participantes do mercado acompanharam de perto o relatório do de oferta e demanda de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o comportamento dos contratos futuros do milho e a evolução da paridade de exportação.
No cenário internacional, a semana foi de bastante volatilidade nos preços do milho, refletindo o comportamento de preços do petróleo e ainda digerindo os dados do USDA. Mesmo com o corte na estimativa de produção e de estoques da safra norte-americana e mundial para 2026/27, os números ficaram abaixo das projeções do mercado, o que deixou um viés negativo para as cotações.
Preços do milho
O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 67,35 no dia 17 de setembro, baixa de 0,05% frente aos R$ 67,38 registrados no final da semana passada. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 65,00, inalterado frente ao final da última semana.
Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 72,00, com queda de 2,70% frente aos R$ 74,00 praticados no final da semana passada. Na região da Mogiana paulista, a saca do cereal baixou 2,13% e foi cotada a R$ 69,00, contra os R$ 70,50 da semana passada.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 68,00, sem alterações em relação ao fechamento da semana passada. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço permaneceu em 71,00 por saca ao longo da semana.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda ficou em R$ 66,00, estável ante o final da última semana. Já em Rio Verde, Goiás, a saca foi cotada em R$ 65,00, sem mudanças frente ao valor praticado no final da última semana.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 525,605 milhões em setembro (8 dias úteis), com média diária de US$ 65,700 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 2,289 milhões de toneladas, com média de 286,232 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 229,50.
Em relação a setembro de 2025, houve baixa de 3,7% no valor médio diário da exportação, perda de 16,7% na quantidade média diária exportada e valorização de 15,7% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)
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