Porto Alegre, 11 de fevereiro de 2026 – Os line-ups de exportação de trigo brasileiro somam 1.442.323 toneladas no acumulado do ano comercial 2025/26, considerando embarques realizados e/ou programados entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026. A estrutura de origem dos embarques permanece altamente concentrada no Rio Grande do Sul, responsável por 1.409.623 toneladas, o equivalente a 98% do volume total registrado, enquanto o Paraná participa de forma residual, com 32.700 toneladas (2%). As informações fazem parte de dados compilados por Safras & Mercado.
No recorte dos destinos, observa-se forte direcionamento dos embarques para mercados externos específicos, com predominância da Ásia. O Bangladesh lidera as aquisições, com 418.303 toneladas, respondendo por cerca de 29% do total exportado no período. Na sequência, o Vietnã registra 349.095 toneladas, correspondente a aproximadamente 24% dos line-ups. A Indonésia aparece com 139.447 toneladas, ampliando a participação do Sudeste Asiático no fluxo exportador brasileiro.
Além dos mercados asiáticos, a cabotagem interna soma 155.700 toneladas, refletindo transferências entre regiões do próprio país. Entre os destinos adicionais, destacam-se o Quênia (117.940 toneladas), a Nigéria (104.500 toneladas), o Equador (52.000 toneladas), a África do Sul (37.935 toneladas), a República Dominicana (33.000 toneladas) e a Mauritânia (15.400 toneladas). Há ainda 19.003 toneladas classificadas como TBC, referentes a cargas com destino final ainda não detalhado nos registros.
Importação
Os line-ups de importação de trigo indicam que o Brasil acumula 3,074 milhões de toneladas importadas no ano comercial 2025/26, considerando volumes realizados e/ou programados entre agosto de 2025 e março de 2026, segundo dados preliminares.
Sob a ótica regional, os desembarques permanecem fortemente concentrados em poucos estados. O Ceará lidera as importações, com 650.955 toneladas, respondendo por 21,2% do total. São Paulo aparece logo em seguida, com 644.216 toneladas (21,0%), confirmando seu papel como principal porta de entrada do trigo destinado ao Sudeste. Na sequência, destacam-se a Bahia, com 412.050 toneladas (13,4%), e Pernambuco, com 367.880 toneladas (12,0%). Esses quatro estados concentram mais de dois terços de todo o trigo importado no período analisado.
O Rio de Janeiro soma 259.693 toneladas (8,4%), enquanto Paraná e Rio Grande do Sul registram volumes semelhantes, de 161.405 toneladas e 159.490 toneladas, respectivamente, cada um com 5,2% de participação. Estados adicionais, como Paraíba (119.959 t / 3,9%), Sergipe (93.100 t / 3,0%), Pará (74.600 t / 2,4%) e Espírito Santo (65.650 t / 2,1%), completam o quadro, com participações mais fragmentadas. Maranhão, Amazonas e Santa Catarina respondem juntos por parcela residual do total.
Origens: Considerando o período entre fevereiro e março, os line-ups de importação de trigo mostram uma clara predominância da Argentina, que responde por 240.643 toneladas, o equivalente a 61% do volume programado no intervalo. A cabotagem a partir do Brasil aparece na sequência, com 84.900 toneladas (22%), enquanto Uruguai e Estados Unidos registram 33.000 toneladas cada, correspondendo a 8% individualmente.
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