São Paulo, 5 de janeiro de 2026 – As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus elevaram de 4,05% para 4,06% a previsão para a inflação medida pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – aumentou de 3,72% para 3,73%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) manteve-se em 3,95%.
Para 2027, as instituições financeiras mantiveram em 3,80% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A meta para a inflação no período é de 3,00%. A previsão de inflação nos preços administrados em 2027 aumentou de 3,70% para 3,71%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo IGP-M manteve-se em 4,00%. O Focus reduziu de 4,32% para 4,31% o IPCA de 2025.
As instituições mantiveram em 1,80% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 ficou estável em 1,80%. Segundo a pesquisa, a alta em 2025 foi de 2,26%, sem alteração sobre o número anterior.
O BC estima que a economia brasileira crescerá 1,6% em 2026, segundo a edição mais recente do Relatório de Política Monetária (RPM), publicada em dezembro.
A pesquisa manteve em 12,25% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 15,00%, o que significa que o mercado espera um corte de 2,75 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 12,25%.
Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 10,50%. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava também em 10,50%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 ficou estável em R$ 5,50 por dólar, enquanto a estimativa para 2027 manteve-se em R$ 5,50 por dólar. Há quatro semanas, as previsões eram as mesmas tanto para 2026 quanto para 2027.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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