São Paulo, 3 de novembro de 2026 – As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus elevaram de 5,19% para 5,22% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – ficou estável em 4,80%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu de 5,61% para 6,05%.
Para 2027, as instituições financeiras elevaram de 4,34% para 4,76% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados em 2027 aumentou de 3,99% para 4,44%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo IGP-M subiu de 4,01% para 4,21%.
As instituições reduziram de 1,80% para 1,76% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 diminuiu de 1,31% para 1,20%.
O BC estima que a economia brasileira crescerá 1,8% em 2026, segundo a edição mais recente do Relatório de Política Monetária (RPM), publicada em setembro.
Dólar e Selic
A pesquisa elevou de 13,25% para 13,50% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 13,75%, o que significa que o mercado espera um corte de 0,25 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 13,50%.
Para 2027, a estimativa para a taxa Selic subiu de 11,75% para 12,50%. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 12,00%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 aumentou de R$ 5,05 para R$ 5,34 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 subiu de R$ 5,15 para R$ 5,40 por dólar. Há quatro semanas, a previsão para 2026 era de R$ 5,20, enquanto a previsão para 2026 estava em R$ 5,28.
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