São Paulo, 8 de junho de 2026 – As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus elevaram de 13,25% para 13,50% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 14,50%, o que significa que o mercado espera um corte de 1,00 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 13,00%.
Para 2027, a estimativa para a taxa Selic subiu de 11,25% para 11,50%. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 11,25%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 diminuiu de R$ 5,16 para R$ 5,15 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 caiu de R$ 5,25 para R$ 5,20 por dólar. Há quatro semanas, a previsão para 2026 era de R$ 5,20, enquanto a previsão para 2026 estava em R$ 5,30.
As instituições elevaram de 5,09% para 5,11% a previsão para a inflação medida pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – ficou estável em 4,98%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu de 6,00% para 6,10%.
Para 2027, as instituições financeiras elevaram de 4,02% para 4,03% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A previsão de inflação nos preços administrados em 2027 aumentou de 3,81% para 3,84%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo IGP-M manteve-se em 4,00%.
A pesquisa elevou de 1,90% para 1,91% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 ficou estável em 1,70%. O BC estima que a economia brasileira crescerá 1,6% em 2026, segundo a edição mais recente do Relatório de Política Monetária (RPM), publicada em março.
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