Porto Alegre, 19 de junho de 2026 – A volatilidade do mercado internacional de fertilizantes tem levado produtores rurais a ampliar a busca por alternativas produzidas no Brasil, em um movimento que, segundo Sérgio Saurin, CEO da Massari Fértil e da Morro Verde, “combina preocupação com custos, previsibilidade e construção da fertilidade do solo”.
De acordo com Saurin, a alta dos fertilizantes no mercado internacional aumenta a pressão sobre os custos de produção e reforça a necessidade de planejamento por parte dos produtores. Como o Brasil ainda depende fortemente de insumos importados, oscilações globais acabam chegando rapidamente ao campo.
“O produtor precisa manter a produtividade e, ao mesmo tempo, administrar custos em um ambiente de maior volatilidade. Por isso, cresce a busca por alternativas que tragam mais previsibilidade e reduzam a exposição às oscilações externas”, afirmou.
Conforme comenta Saurin, esse cenário tem ampliado o interesse por calcário e fertilizantes minerais produzidos no País. Além da questão econômica, há uma preocupação crescente com a eficiência agronômica e com a construção da fertilidade do solo ao longo dos ciclos produtivos.
“Temos visto um interesse crescente por soluções minerais produzidas no Brasil. O produtor está cada vez mais atento à necessidade de reduzir riscos e ter mais previsibilidade no planejamento da safra”, disse o diretor.
O representante da Massari Fértil e da Morro Verde ressalta que o Brasil possui recursos minerais relevantes e capacidade para ampliar gradualmente sua participação no fornecimento de insumos ao agronegócio. Embora não exista uma substituição imediata das importações, ele avalia que o fortalecimento da produção nacional pode reduzir a exposição a oscilações cambiais, gargalos logísticos e instabilidades do mercado internacional.
“Quanto maior a participação dos fertilizantes produzidos no País, menor a exposição a problemas externos. Isso significa mais previsibilidade para o produtor e uma cadeia mais forte para o agronegócio”, destacou.
Outro ponto observado pelo administrador é uma mudança no perfil de decisão dos agricultores. Segundo Saurin, o fertilizante vem sendo visto cada vez mais como investimento estratégico para produtividade e sustentabilidade da lavoura, e não apenas como um item de custo.
“O produtor quer produtividade, mas também quer previsibilidade e sustentabilidade no longo prazo. Por isso, a decisão normalmente envolve tanto a competitividade econômica quanto os resultados agronômicos dentro da propriedade”, explicou.
Para os próximos meses, a expectativa da companhia é de continuidade da demanda por calcário e fertilizantes minerais nacionais. Na avaliação do dirigente, os eventos observados nos últimos anos mostraram ao setor os riscos de uma dependência excessiva das importações, incentivando produtores a olhar com mais atenção para soluções desenvolvidas a partir de recursos minerais brasileiros.
“Acreditamos que essas soluções devem ganhar cada vez mais espaço. O fortalecimento dessa cadeia contribui para aumentar a competitividade do agronegócio, reduzir vulnerabilidades e trazer mais segurança para o produtor”, concluiu Saurin.
Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
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