Antes da audiência judicial do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, marcada para as 14h no horário de Brasília, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), composto por 15 membros, se reunirá às 10h (12h no horário de Brasília) para discutir a legalidade de sua captura. A Colômbia, aliada da solicitou o encontro de hoje, em meio a acusações de que a operação liderada pelos Estados Unidos violou o direito internacional.
Apesar do debate, os Estados Unidos podem usar seu poder de veto para bloquear qualquer medida formal de responsabilização no Conselho. Rússia, China e outros aliados de Caracas acusaram Washington de agir à margem das normas internacionais. Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a operação como um “precedente perigoso”, segundo seu porta-voz.
Acredita-se que será improvável que os EUA sofram críticas severas de seus aliados, muitos dos quais se opõem ao governo Maduro. O embaixador americano na ONU, Mike Waltz, citou o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas. Tal medida diz que a ação militar se enquadra no direito inerente de autodefesa, ao caracterizar Maduro como um “chefão do narcotráfico”.

