Porto Alegre, 26 de maio de 2026 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta terça-feira (26) em baixa, com perdas superiores a 1%, pressionada pelas chuvas nas regiões produtoras dos Estados Unidos e pela expectativa de maior oferta global nos próximos meses.
As precipitações registradas no cinturão produtor norte-americano aliviaram parte das preocupações com a seca nas lavouras, enquanto operadores passaram a se posicionar diante da entrada da nova safra do Hemisfério Norte no mercado.
Além disso, agentes acompanharam a possibilidade de melhora nas condições das lavouras norte-americanas nos próximos relatórios semanais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), diante das chuvas observadas recentemente em áreas das Grandes Planícies.
Apesar disso, o mercado seguiu monitorando os impactos do longo período de estiagem sobre o potencial produtivo das lavouras de trigo de inverno nos Estados Unidos. Analistas internacionais destacaram que as chuvas recentes tiveram efeito mais psicológico do que prático sobre a produtividade, diante dos danos já provocados pela seca em parte das áreas produtoras.
Na semana passada, apenas 27% das áreas apresentavam condições entre boas e excelentes, bem abaixo dos 52% registrados no mesmo período do ano passado.
No cenário internacional, entidades do setor na Ucrânia projetaram produção entre 22 milhões e 23 milhões de toneladas em 2026, próxima do volume colhido em 2025, reforçando as expectativas de oferta mais ampla no mercado global.
As inspeções de exportação norte-americanas de trigo chegaram a 368.455 toneladas na semana encerrada em 21 de maio, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, haviam atingido 236.358 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 562.969 toneladas.
No acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de junho de 2025, as inspeções somam 23.479.616 toneladas, contra 21.313.045 toneladas no acumulado da temporada anterior.
Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,35 1/2 por bushel, com baixa de 10,75 centavos de dólar, ou 1,66%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,48 1/4 por bushel, com queda de 11,00 centavos de dólar, ou 1,66%.
Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
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