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Chicago cai forte para a soja e paralisa a comercialização no Brasil

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Porto Alegre, 5 de junho de 2026 – A semana foi marcada pela forte que dos contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Mesmo com a valorização do dólar, o recuo de Chicago, associado ao feriado da quinta, retirou ímpeto dos negociadores. Como resultado, a comercialização manteve ritmo lento e os preços pouco se alteraram nas principais praças do país.

A saca de 60 quilos permaneceu em R$ 126,00 ao longo da semana em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), a cotação seguiu em 121,00, enquanto em Rondonópolis (MT) ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá, a cotação também não apresentou alteração, fixada em R$ 132,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em julho, os mais negociados, apresentaram desvalorização superior a 5%, cotados na manhã de sexta (5) a US$ 11,26 por bushel, o menor nível desde o início de fevereiro.

A retração de Chicago é reflexo do cenário fundamental. O clima segue garantindo boa evolução das lavouras americanas, encaminhando uma safra cheia e com o mercado já revisando para cima suas projeções para o potencial produtivo da temporada 2026/27. Essa expectativa se soma às boas safras colhidas por Brasil e Argentina, consolidando uma ampla oferta da commodity em nível global.

Pelo lado da demanda, o mercado ainda não enxerga o prometido aquecimento das compras chinesas de produto americano, apesar do acordo fechado em maio entre Pequim e Washington. Além do clima, seguem no radar do mercado para as próximas semanas o conflito no Oriente Médio e seu impacto sobre o petróleo, além do relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado no dia 11, próxima quinta.

Outro fator importante para a composição dos preços domésticos, o câmbio ficou mais favorável aos negócios na semana, mas não o suficiente para evitar o impacto negativo de Chicago. Em meio ao conflito no Oriente Médio, aos temores inflacionários e sinais de que os juros tendem a subir até o final do ano nos Estados Unidos, o dólar subiu 1,4% frente ao real no período, chegando à casa de R$ 5,12.

Dylan Della Pasqua / Safras News
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