Avanço da oferta interna pressiona cotações do frango em novembro

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     Porto Alegre, 3 de dezembro de 2021 – O mercado brasileiro de carne de frango foi pressionado no mês de novembro pelo avanço da oferta interna decorrente dos alojamentos. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, este cenário derrubou as cotações do quilo vivo e dos cortes negociados no atacado e na distribuição. “O alento é que os custos de nutrição retrocederam, o que permitiu a manutenção da margem operacional da atividade”, explica.

     Para o mês de dezembro é evidenciado maior otimismo, uma vez que a demanda atinge o seu ápice no período e a carne de frango segue ganhando espaço na mesa do brasileiro em um ano de evidentes dificuldades macroeconômicas. “As exportações permanecem também em ótimo nível, com o Brasil próximo a um novo recorde em termos de volume embarcado, superando as 4,5 milhões de toneladas em 2021”, pontua.

     De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram queda para os cortes congelados de frango ao longo do mês. O preço do quilo do peito baixou de R$ 9,80 para R$ 9,30, o quilo da coxa de R$ 8,00 para R$ 7,60 e o quilo da asa de R$ 10,50 para R$ 9,55. Na distribuição, o preço do quilo do peito caiu de R$ 10,00 para R$ 9,50, o quilo da coxa de R$ 8,20 para R$ 7,80 e o quilo da asa de R$ 10,60 para R$ 9,75.

     Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi retração nas cotações durante o mês. No atacado, o preço do quilo do peito caiu de R$ 9,90 para R$ 9,40, o quilo da coxa de R$ 8,10 para R$ 7,70 e o quilo da asa de R$ 10,60 para R$ 9,65. Na distribuição, o preço do quilo do peito diminuiu de R$ 10,10 para R$ 9,60, o quilo da coxa de R$ 8,30 para R$ 7,90 e o quilo da asa de R$ 10,70 para R$ 9,85.

     As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 547,266 milhões em novembro (19 dias úteis), com média diária de US$ 28,803 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 305,910 mil toneladas, com média diária de 16,100 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.789,00.

      Na comparação com novembro de 2020, houve alta de 34,05% no valor médio diário, perda de 0,67% na quantidade média diária e avanço de 34,99% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo caiu de R$ 6,20 para R$ 5,90. Em São Paulo o quilo recuou de R$ 6,00 para R$ 5,25.

     Na integração catarinense a cotação do frango permaneceu em R$ 4,30. No oeste do Paraná o preço baixou de R$ 5,90 para R$ 5,85. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo retrocedeu de R$ 5,80 para R$ 5,20.

     No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango mudou de R$ 6,10 para R$ 5,80. Em Goiás o quilo vivo passou de R$ 6,10 para R$ 5,80. No Distrito Federal o quilo vivo caiu de R$ 6,20 para R$ 5,90.

     Em Pernambuco, o quilo vivo recuou de R$ 6,30 para R$ 6,10. No Ceará a cotação do quilo diminuiu de R$ 6,30 para R$ 6,10 e, no Pará, o quilo vivo retrocedeu de R$ 6,50 para R$ 6,20.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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