Porto Alegre, 28 de agosto de 2026 – O mercado brasileiro de frango registrou preços estáveis no atacado e no vivo no decorrer da semana. Contudo, de acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a perspectiva de queda permaneceu, com maior fragilidade observada na Região Nordeste.
O mercado nacional continua apresentando sinais de elevada disponibilidade de animais, reforçando a necessidade de ajustes nos alojamentos para restabelecer maior equilíbrio entre oferta e demanda.
“Os custos com nutrição animal seguem como uma variável relevante, diante das incertezas no mercado de grãos e da possibilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade”, destacou Iglesias.
Além disso, no mercado atacadista de carne de frango as cotações seguem pressionadas após as quedas observadas na última semana. “A segunda quinzena de agosto permanece desafiadora para o consumo, reforçando a necessidade de ajustes na oferta para promover maior equilíbrio no setor”, afirmou o analista.
Ele destacou que, apesar dos recuos recentes, a carne bovina continua negociada em níveis elevados, condição que favorece a competitividade das proteínas alternativas, especialmente da carne de frango. “As exportações permanecem como o principal fator de sustentação do mercado, com o Brasil caminhando para superar 5,65 milhões de toneladas embarcadas em 2026”, concluiu.
Preços internos
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango não tiveram mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito seguiu em R$ 8,10, o quilo da coxa em R$ 6,50 e o quilo da asa em R$ 11,50. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve estabilidade de R$ 8,30, o quilo da coxa de R$ 6,70 e o quilo da asa de R$ 11,75.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também não apresentou mudanças nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito permaneceu em R$ 8,20, o quilo da coxa em R$ 6,60 e o quilo da asa em R$ 11,60. Na distribuição, o preço do peito continuou em R$ 8,40, o quilo da coxa em R$ 6,80 e o quilo da asa em R$ 11,85.
O levantamento semanal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que o quilo vivo em São Paulo seguiu em R$ 5,00.
Na integração do Rio Grande do Sul, a cotação permaneceu em R$ 4,75. Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,75, enquanto na integração do oeste do Paraná, em R$ 4,65.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango continuou em R$ 4,55 e em Goiás em R$ 4,55. Em Minas Gerais, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,60, enquanto no Distrito Federal, em R$ 4,60.
No Ceará, o quilo vivo teve estabilidade de R$ 5,50, no Pernambuco de R$ 6,00 e, no Pará, de R$ 6,40.
Exportações
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 673,768 milhões em agosto (15 dias úteis), com média diária de US$ 44,917 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 337,901 mil toneladas, com média diária de 22,526 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.994.
Em relação a agosto de 2025, há um avanço de 44,1% no valor médio diário, alta de 26,6% na quantidade média diária e alta de 13,8% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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