Porto Alegre, 10 de julho de 2026 – A recuperação dos contratos futuros da soja em Chicago, principalmente na primeira parte da semana, assegurou a elevação dos referenciais internos e a melhora no ritmo de comercialização. Os prêmios firmes completaram o cenário favorável aos negócios, apesar do dólar ter perdido terreno. Diante deste quadro, o interessa de compradores e vendedores melhorou e assegurou uma melhora nas negociações neste início de julho.
A saca de 60 quilos subiu de R$ 131,50 para R$ 135,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel, o preço passou de R$ 126,50 para R$ 130,00 no período. A cotação também avançou para R$ 122,00 em Rondonópolis (MT), após ter aberto a semana a R$ 117,00. No Porto de Paranaguá, a saca subiu de R$ 137,50 para R$ 141,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro tiveram valorização de 3% entre o início da semana e a manhã da sexta. A posição novembro, a mais negociada, passou de US$ 11,47 3/4 por bushel para US$ 11,81 3/4 no período.
A recuperação de Chicago passou por uma combinação de fatores. A semana iniciou com um salto no preços, diante dos boletins meteorológicos apontando para uma intensa onda de calor sobre o cinturão produtor dos Estados Unidos. Ao longo da semana, no entanto, a questão climática perdeu força.
Outro ponto que completou a sustentação dos contratos foi a retomada da demanda por soja americana por parte da China, cumprindo parte do acordo fechado entre Washington e Pequim. Relatos de traders e anúncios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmaram a maior procura chinesa pela soja dos EUA.
O petróleo também voltou a ganhar força nesta semana, fechando a trinca de fatores que garantiram a alta de Chicago. As tensões no Oriente, que estavam menores, foram renovadas nesta semana. Boa parte das commodities agrícolas seguiram a sinalização do petróleo.
Dylan Della Pasqua / Safras News
Copyright 2026
TUDO SOBRE O AGRONEGÓCIO
GLOBAL EM UM SÓ LUGAR





