Porto Alegre, 5 de novembro de 2026 – A Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais baixos.
As cotações caíram sob pressão da valorização do dólar contra o real no Brasil. A subida da moeda americana traz ainda maior estímulo e competitividade às exportações brasileiras, que seguem em forte ritmo neste segundo semestre de 2026. Os preços caíram aos níveis mais baixos em um mês e meio.
Como destaca o analista de Safras & Mercado, Gil Barabach, pelos números até agora, o Brasil deve fechar outubro com embarques superando 5 milhões de sacas de 60 quilos. O Vietnã também vem com números sólidos e o maior fluxo de oferta é um aspecto baixista.
As exportações de café dos países membros e não-membros da Organização Internacional do Café (OIC) totalizaram 11,55 milhões de sacas de 60 quilos em setembro, décimo-segundo mês da safra mundial 2025/26, contra 11,63 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2025, queda de 0,7%.
Segundo a OIC, as exportações de café na temporada 2025/26 (entre outubro e setembro) atingiram 142,39 milhões de sacas, na comparação com 141,02 milhões de sacas em 2024/25, alta de 1%.
As exportações de café arábica totalizaram 81,35 milhões de sacas na safra 2025/26, ante 85,35 milhões em 2024/25, caindo 4,8%. Já os embarques de robusta somaram 61,05 milhões de sacas, contra 55,58 milhões, alta de 9,8%.
Os contratos para entrega em dezembro/2026 fecharam a 277,15 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 2,60 centavos, ou de 0,9%. A posição março/2027 fechou a 269,25 centavos, queda de 1,65 centavo, ou de 0,6%.
Lessandro Carvalho – lessandro@safras.com.br (Safras)
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