Porto Alegre, 5 de novembro de 2026 – Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quinta-feira. O avanço da colheita daquela que deve ser a maior safra da história dos Estados Unidos colocou os contratos nos menores níveis em dois meses e meio.
As atenções se voltam para o relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A aposta é de que o número para a safra americana seja elevados.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,601 bilhões de bushels. Em outubro, a previsão era de 4,562 bilhões. Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 336 milhões de bushels, contra 315 milhões indicados em outubro.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 125,3 milhões de toneladas, avançando frente aos atuais 124,3 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá elevar sua estimativa de 124,9 milhões para 125 milhões de toneladas. O relatório será divulgado na próxima terça, 10, às 14h.
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 14,00 centavos de dólar ou 1,16%, a US$ 11,88 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,96 1/4 por bushel, com retração de 14,00 centavos de dólar ou 1,15%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,40 ou 0,43% a US$ 317,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 62,24 centavos de dólar, com perda de 1,29 centavo ou 2,03%.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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