Porto Alegre, 03 de novembro de 2026 – A semana, encurtada pelo feriado de Finados, inicia com as atenções voltadas para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que decide nesta quarta-feira os juros básicos da economia-brasileira. Nos Estados Unidos, as eleições legislativas testam a força política de Donald Trump e podem alterar o equilíbrio de poder no Congresso.
O Banco Central começa a reunião hoje sob pressão política por juros menores. Amanhã, a decisão e o comunicado do Copom serão acompanhados em busca de sinais sobre a disposição da autoridade monetária de preservar sua estratégia de combate à inflação.
Às vésperas da decisão do Copom, uma nova controvérsia sobre os rumos da política econômica do quarto mandato de Lula amplia as incertezas. No centro da discussão está o economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, que defende uma mudança profunda na condução das políticas fiscal e monetária, incluindo a redução programada da Selic para 7,5% ao ano, e que poderia se reunir com o presidente reeleito.
Porém, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que uma reunião com o presidente Lula esteja agendada e descartou a adoção de medidas como o tabelamento dos juros ou o uso das reservas internacionais para sustentar o câmbio. De qualquer forma, o mercado ficará atento ao tema.
No âmbito internacional, o grande destaque é o payroll de outubro, decisivo para as apostas de nova alta dos juros pelo Fed (Federal Reserve) em dezembro. O índice norte-americano será divulgado na sexta-feira.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras
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