Porto Alegre, 30 de outubro de 2026 – O mercado físico do boi gordo se aproxima do final de outubro sinalizando uma forte valorização nos preços da arroba e estabelecendo novos recordes nominais. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a oferta restrita e as escalas de abate concentradas entre cinco e sete dias úteis ajudaram no reajuste das cotações.
Iglesias destacou que em São Paulo, as referências avançaram para valores entre R$ 385,00 a R$ 395,00 por arroba, com negócios mais frequentes a R$ 400,00. “O movimento de alta também alcançou as principais regiões produtoras do país”, avalia.
A expectativa de maior demanda chinesa durante novembro e dezembro reforçou a necessidade de compra dos frigoríficos. “A intensidade dessa demanda, contudo, dependerá da gestão das cotas chinesas e do ritmo efetivo das contratações”, alerta. Na B3, vários vencimentos superaram R$ 400 por arroba, com máxima de R$ 407 no contrato novembro.
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 30 de outubro:
* São Paulo (Capital) – R$ 395,00 a arroba, avanço de 8,22% frente aos R$ 365,00 registrados no final de setembro.
* Goiás (Goiânia) – R$ 375,00 a arroba, aumento de 7,14% frente aos R$ 350,00 registrados no encerramento do mês anterior.
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 380,00 a arroba, alta de 8,57% frente aos R$ 350,00 registrados no fechamento do mês passado.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 380,00 a arroba, incremento de 7,04% frente aos R$ 355,00 praticados no encerramento do último mês.
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 365,00 a arroba, valorização de 5,80% perante os R$ 345,00 praticados no fechamento da semana passada.
* Rondônia (Vilhena) – R$ 368,00 a arroba, avanço de 6,67% em relação aos R$ 345,00 registrados no final da semana passada.
Atacado
No atacado, o mês de outubro foi marcado por avanços nas cotações, seguindo a mesma tendência registrada nos negócios envolvendo a arroba do boi gordo e no mercado de reposição, em meio à oferta mais restrita. Iglesias ressalta, porém, que a menor competitividade da carne bovina diante do frango e dos cortes suínos permaneceu como principal limitador para altas mais abrangentes nas cotações.
O quarto do traseiro bovino foi precificado a R$ 29,50 por quilo, valor 5,36% maior frente aos R$ 28,00 por quilo registrados no encerramento de setembro. Já o corte do quarto do dianteiro do boi foi cotado a R$ 22,30 por quilo, avanço de 3,72% frente aos R$ 21,50 praticados no encerramento de setembro.
Exportações
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 970,950 milhões em outubro até o momento (16 dias úteis), com média diária de US$ 60,684 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 154,504 mil toneladas, com média diária de 9,656 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.284,30.
Em relação a outubro de 2025, houve baixa de 24,8% no valor médio diário da exportação, queda de 33,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,5% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)
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