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Soja atinge menor nível em dois meses em Chicago e afasta produtor dos negócios no Brasil

Soja

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Porto Alegre, 23 de outubro de 2026 – A semana foi marcada por poucos negócios e preços sob pressão no mercado brasileiro de soja. Com o câmbio se mantendo na casa de R$ 5,00 e com os contratos futuros atingindo os menores patamares em dois meses em Chicago, os produtores adotaram uma postura mais retraída, centrando atenções no avanço do plantio da nova safra.

Em Chicago, o mercado acumulou, até a última quarta, oito sessões seguidas de perdas, reagindo apenas na quinta. A evolução da colheita nos Estados Unidos, favorecida pelas condições climáticas, amplia a oferta e pressiona as cotações. Os americanos estão colhendo uma produção recorde.

Como ponto de equilíbrio, a demanda segue aquecida pela soja americana, principalmente por parte da China. Mas o movimento tem sido insuficiente para conter a pressão sazonal exercida pelo aumento da disponibilidade da oleaginosa.

No mercado físico brasileiro, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos era cotada a R$ 146,00. Em Cascavel (PR), as cotações estavam em R$ 141,00. Em Rondonópolis (MT), preços de R$ 141,00.

Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca tinha preço de R$ 152,00. Em Rio Grande (RS), as referências se situaram em R$ 153,00.

Abiove
As exportações brasileiras de soja deverão recuar 0,8% em 2027, para 113 milhões de toneladas, diante do aumento da demanda doméstica para processamento,segundo projeções divulgadas nesta quinta-feira pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

A entidade estima que o esmagamento de soja alcance o recorde de 66 milhões de toneladas em 2027, crescimento de 3,8% em relação a 2026. A expansão será impulsionada principalmente pela maior demanda da indústria nacional de biodiesel.

As projeções consideram um aumento de um ponto percentual na mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, para 16%, a partir de março de 2027, o que deverá ampliar o consumo interno de óleo de soja.

A produção brasileira de farelo de soja está estimada em 50,8 milhões de toneladas, alta de 3,8% e novo recorde. As exportações do produto deverão crescer 4%, para 26,3 milhões de toneladas,também atingindo o maior volume da série histórica.

Para o óleo de soja, a Abiove projeta produção recorde de 13,27 milhões de toneladas, avanço de 3,7%. Entretanto, as exportações deverão cair 2,6%, para 1,9 milhão de toneladas, refletindo a maior absorção do produto pelo mercado doméstico de biodiesel.

Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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