Porto Alegre, 1 de outubro de 2026 – A quinta-feira começa com as atenções ainda voltadas para o Oriente Médio, com o petróleo voltando a subir com as incertezas na região. Um navio-tanque foi atingido ontem por um projétil de origem desconhecida em Ormuz, segundo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).
Outro tema importante é o futuro dos juros norte-americanos. Os investidores reduziram as apostas de novo aumento dos juros pelo Fed em outubro, após o PCE de agosto mostrar uma inflação mais comportada nos Estados Unidos. Para dezembro, porém, o mercado ainda vê novo aperto nos juros.
Medida preferida do Fed para a inflação, o índice subiu 0,3% ante julho, abaixo da previsão de 0,4%, e avançou 3,4% em 12 meses, também aquém dos 3,7% esperados. Além disso, o resultado anterior foi revisado de 0,2% para 0,1%. O próximo grande teste será o payroll de setembro, que sai amanhã.
Na Europa, o destaque é a divulgação da taxa de desemprego dos países que compõem a zona do euro, que atingiu 6,4% em agosto, mantendo-se estável em relação a julho (leitura revisada) mas subindo em relação aos 6,3% registrados em agosto de 2025, segundo informações da agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.
Já na União Europeia, a taxa de desemprego atingiu 6,1% em agosto, inalterada em relação a julho (leitura revisada) mas ficando acima dos 6,0% registrados em agosto de 2025. O número de desempregados na zona do euro somou 11,357 milhões. Na UE, o total de desempregados no período foi de 13,6 milhões. Comparado com agosto de 2025, o número de desempregados aumentou em 267 mil na zona do euro e avançou em 348 mil na UE.
Por aqui, cresce no mercado a expectativa para o pleito eleitoral do próximo domingo, com as pesquisas de intenção de voto ganhando mais relevância. A expectativa hoje é pela nova pesquisa do Datafolha, que costuma ser divulgada após o fechamento dos mercados. Ontem, a pesquisa Indexa/Broadcast mostrou Lula com 43% das intenções de voto em eventual segundo turno, ante 42% de Flávio, em empate técnico. E o levantamento Meio/Ideia trouxe quadro semelhante, com 48,5% para o presidente e 48% para o senador.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras
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