Belo Horizonte, 24 de setembro de 2026 – A definição do aumento de área a ser plantada com algodão na safra 2026/27 vai depender do El Niño. A projeção é de Gustavo Lunardi, diretor da SLC Sementes, que concedeu entrevista exclusiva à Agência Safras, durante o Congresso Brasileiro de Algodão (CBA), que acontece em Belo Horizonte. “Vamos ver quando o plantio da soja será finalizado, para dar início a semeadura do algodão segunda safra”, explica.
Se tudo ocorrer bem e o fenômeno climático não atrasar o plantio da soja, a SLC Sementes projeta um incremento de 5% a 7% da área da pluma, voltando para o patamar de 2,2 milhões de hectares da safra 2024/25. “Quanto a disponibilidade de sementes, não há gargalo de entrega e o portifólio de variedades é amplo”, ressalta. Segundo o entrevistado, no mercado há mais de 80 variedades, com diferentes biotecnologias.
Até o momento, Lunardi acredita que 20% das sementes necessárias ao plantio da pluma em Mato Grosso já foram adquiridas. “As aquisições se concentram entre o final de agosto até dezembro”, relata. E cerca de 10% a 15% na Bahia, que inicia um pouco depois. “No Brasil como um todo, dá uns 15% já comprado”, estima, acrescentado que estes números ainda são extraoficiais.
A empresa espera aumentar suas vendas este ano em 10% na comparação com 2025. “Estamos projetando um incremento de 3% a 5% no market share nacional, com foco em biotecnologia”, aposta o diretor.
Outro ponto que merece atenção é a restrição de crédito e o custo maior do dinheiro financiado. “Nossos negócios são 90% a vista e apenas 10% a crédito, o que nos garante 0% de inadimplência”, afirma. “Preferimos abrir mão de alguns negócios do que correr riscos”, adverte.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras
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