Porto Alegre, 21 de setembro de 2026 – A Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta segunda-feira com preços mais baixos.
Os preços atingiram os níveis mais baixos em quase 3 meses no contrato dezembro, refletindo um cenário mais tranquilo na oferta global. O Brasil vem exportando amplos volumes nos últimos meses e deve manter esse ritmo ao longo da temporada 2026/27 (julho/junho).
Amparado por uma grande safra em 2026, possivelmente recorde, o Brasil traz um sentimento de abastecimento mais tranquilo para o mercado mundial de café. Afora isso, o clima está favorável, com chuvas, para a abertura e pegamento das floradas, que vão resultar na safra de 2027.
O Vietnã no robusta também vem com amplos fluxos de embarques e com condições climáticas favoráveis, aspecto baixista para o café. O aumento nos estoques certificados em NY é outro elemento de pressão para as cotações.
Para o atual ano cafeeiro de 2025/26, a OIC (Organização Internacional do Café) estima que a produção mundial aumentará 4,4%, atingindo 183,6 milhões de sacas. Em 2025/26, o consumo deve recuar 0,8%, refletindo, em parte, uma normalização após o crescimento excepcionalmente forte registrado em 2024/25. Após quatro anos cafeeiros consecutivos de déficit, de 2021/22 a 2024/25, a OIC projeta que o mercado mundial de café registrará um superávit de 3,0 milhões de sacas em 2025/26.
Os contratos para entrega em dezembro/2026 fecharam a 276,40 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 4,10 centavos, ou de 1,5%. A posição março/2027 fechou a 268,45 centavos, desvalorização de 3,50 centavos, ou de 1,3%.
Lessandro Carvalho – lessandro@safras.com.br (Safras)
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