Porto Alegre, 11 de setembro de 2026 – O mercado brasileiro de milho apresentou preços firmes ao longo da semana, segundo a consultoria Safras & Mercado. O comportamento dos produtores foi o principal fator de sustentação das cotações, com os vendedores mantendo postura retraída na comercialização e especulando com possíveis avanços de preços no curto prazo. Do lado da demanda, os consumidores também atuaram de forma comedida, o que contribuiu para um ritmo mais lento de negócios em diversas regiões do país.
Em vários estados, a percepção predominante é de abastecimento confortável, reduzindo a necessidade de compras mais agressivas por parte da indústria. Em São Paulo, o cenário começou a mudar ao longo da semana. Até a última terça-feira havia uma atuação mais ativa dos consumidores na busca por lotes, mas do meio de semana em diante foi observada uma postura mais cautelosa, com compradores aguardando novas referências para o mercado.
As atenções dos agentes estão sendo voltadas para o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na tarde desta sexta-feira. O documento pode provocar maior volatilidade nos contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) e impactar a conta da paridade de exportação.
Houve um enfraquecimento da paridade de exportação ao longo da semana, refletindo a combinação entre a queda dos contratos futuros em Chicago e o recuo do dólar frente ao real nos últimos dias.
No campo, a colheita da safrinha caminha para a reta final. Em diversos estados produtores, os trabalhos já estão praticamente concluídos. Apenas São Paulo e Minas Gerais ainda possuem algum volume de milho a ser colhido.
Preços do milho
O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 67,38 no dia 10 de setembro, alta de 0,22% frente aos R$ 67,24 registrados no final da semana passada. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 65,00, inalterado frente ao final da última semana.
Em Campinas/CIF, a cotação teve estabilidade frente aos R$ 74,00 praticados no final da semana passada. Na região da Mogiana paulista, a saca do cereal continuou em R$ 70,00.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 68,00, sem alterações em relação ao fechamento da semana passada. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço permaneceu em 71,00 por saca ao longo da semana.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda ficou em R$ 66,00, estável ante o final da última semana. Já em Rio Verde, Goiás, a saca foi cotada em R$ 65,00, sem mudanças frente ao valor praticado no final da última semana.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 270,206 milhões em setembro (4 dias úteis), com média diária de US$ 67,551 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 1,126 milhão de toneladas, com média de 281,649 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 239,80.
Em relação a setembro de 2025, houve baixa de 1,0% no valor médio diário da exportação, perda de 18,1% na quantidade média diária exportada e valorização de 20,9% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)
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