Porto Alegre, 11 de setembro de 2026 – O mercado brasileiro de milho deve encerrar a semana com lentidão nas negociações, acompanhando a postura retraída dos agentes ao longo dos últimos dias. No cenário internacional, a queda na Bolsa de Chicago e o recuo do dólar frente ao real podem seguir impactando negativamente as cotações.
O mercado brasileiro de milho voltou a apresentar um ambiente de negócios travado no decorrer desta quinta-feira, com postura cautelosa tanto dos consumidores quanto dos produtores. As atenções dos agentes seguiram voltadas para o relatório de Oferta e Demanda do USDA, que será divulgado nesta sexta-feira, 11 de setembro, fator que tende a trazer volatilidade para Chicago, podendo movimentar também conta de paridade de exportação.
No mercado físico, o spread entre os preços de compra e venda permanecera elevados em diversas localidades do país, fator que continuou restringindo a fluidez dos negócios. A paridade de exportação apresentou ligeira melhora no dia, com valorização dos contratos futuros em Chicago e dólar em leve queda.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 69,50/74,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 69,00/73,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 63,00/65,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 67,00/70,50 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 72,50/74,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 70,00/71,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 64,00/66,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 61,00/65,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 64,00/68,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 operaram cotados a US$ 5,30 por bushel, baixa de 3,75 centavos, ou 0,70% em relação ao fechamento anterior.
* O cereal foi pressionado pelo recuo das cotações do petróleo em Nova York e pelo avanço do dólar frente a outras moedas correntes. Além disso, o mercado digeriu os sinais de uma demanda acima do esperado pelo produto dos Estados Unidos.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2026/27, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 1.928.700 toneladas na semana encerrada em 3 de setembro. O México liderou as compras, com 861.100 toneladas.
Analistas esperavam exportações entre 700 mil e 1,7 milhão de toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
* Ontem (10), os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,33 3/4, alta de 6,00 centavos, ou 1,13% relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 5,49 1/4, avanço de 6,00 centavos, ou 1,10% por bushel em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra baixa de 0,40%, a R$ 5,0805. O Dollar Index registra com avanço de 0,02%, a 99.077 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices altos. Paris, + 0,90%. Frankfurt, + 0,56%. Londres, + 0,83%.
* As principais bolsas da Ásia operaram baixas. Xangai, -1,18%. Japão, -1,93%.
* O petróleo opera com recuo. Outubro do WTI em NY: US$ 98,77 o barril (-3,62%).
AGENDA
13:00 – Relatório de oferta e demanda dos EUA e Mundial (Wasde)/USDA.
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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