Itajaí, 6 de agosto de 2026 – O mercado brasileiro de drones pulverizadores mantém ritmo acelerado de expansão e deve movimentar mais de R$ 2 bilhões em 2026. O cenário foi destacado nesta quinta-feira (6) durante o lançamento dos drones agrícolas T55 e T100, da DJI Agriculture Brasil.
O Brasil deverá registrar a ativação de mais de 11 mil novos drones agrícolas neste ano, crescimento de 38% em relação a 2025, quando mais de 8 mil equipamentos entraram em operação.
Dados do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) mostram que o mercado brasileiro de drones agrícolas cresce, em média, 30% ao ano. A expectativa é que o setor movimente US$ 6 bilhões até 2030, com os drones se tornando equipamentos tão comuns quanto os tratores nas propriedades rurais.
A DJI afirmou que a demanda por seus equipamentos no Brasil aumentou mais de 30 vezes entre 2021 e 2026. Desde a entrada da empresa no país, em 2019, a fabricante expandiu sua rede para mais de 400 pontos de venda e assistência técnica nos 27 estados e treinou mais de 20 mil pilotos agrícolas.
“Hoje, 40% dos novos usuários têm menos de 30 anos e 95% dos proprietários dos drones também prestam serviços para terceiros, mostrando que o equipamento deixou de ser apenas uma ferramenta para se tornar um modelo de negócio”, afirmou o diretor da DJI Brasil, Stefan Wang.
Segundo Wang, além de aumentar a produtividade, os drones reduzem significativamente o consumo de insumos. Ele afirmou que equipamentos da empresa conseguem pulverizar até 60 hectares por hora, enquanto, na soja, o consumo de água pode cair de 400 a 500 litros por hectare para cerca de 12 litros, economia de até 97%.
A rapidez das aplicações também tem impulsionado a adoção da tecnologia, em um cenário de janelas operacionais cada vez menores nas lavouras.
“Não existe método mais rápido de aplicação do que a aplicação aérea. A ferramenta que entregar a melhor solução para o produtor é a que vai ganhar espaço”, disse o CEO do Sindag e do Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag), Gabriel Colle.
Segundo Colle, o sindicato reúne atualmente 272 empresas de aviação agrícola, das quais cerca de 50 já atuam com drones, número que segue em crescimento. Ele destacou que o avanço da tecnologia tem acelerado a profissionalização do setor.
“Não é uma questão de se os drones vão crescer, mas de quando vão ganhar ainda mais espaço. Quem acompanha essa evolução e investe em capacitação permanece no mercado”, afirmou.
Durante o evento, a DJI apresentou o T100, voltado para operações de grande escala, e o T55, destinado a produtores de menor porte e empresas que ingressam no segmento de pulverização aérea.
Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Agência Safras)
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