Itajaí, 6 de agosto de 2026 – Pequenos produtores rurais atendidos pelo Sebrae em Santa Catarina registraram aumentos de faturamento de até 30% após a adoção de ferramentas de gestão e novas tecnologias, incluindo drones de pulverização, segundo dados apresentados nesta quinta-feira }(6) pelo consultor sênior do Sebrae-SC, Rainizio Radünz, durante evento da DJI Agriculture Brasil.
Segundo Radünz, o programa já atendeu mais de 2.200 propriedades rurais em cinco ciclos de atuação no Estado. Atualmente, o Sebrae conta com 30 agentes locais e quatro consultores seniores, responsáveis por orientar produtores na gestão financeira e na tomada de decisões sobre investimentos.
“O produtor precisa primeiro entender o negócio dele. Se ele não tem informação, não consegue decidir se vale a pena investir em uma nova tecnologia”, afirmou.
Na área coordenada por Radünz, que abrange o litoral norte, planalto norte e centro-norte catarinense, 160 propriedades participaram de três ciclos do programa. O faturamento conjunto passou de R$ 21 milhões para R$ 26 milhões em oito meses, crescimento de cerca de 22%.
Entre os produtores de arroz, seis propriedades elevaram o faturamento anual de aproximadamente R$ 3,6 milhões para R$ 4,6 milhões, incremento de cerca de 30% após a adoção de melhorias de gestão e tecnologias voltadas à pulverização.
Segundo o consultor, um produtor de Luiz Alves decidiu substituir parte da frota de tratores por um drone após identificar perdas causadas pela deriva das aplicações e pelas restritas janelas operacionais.
“Quando o trator não consegue entrar na lavoura, o drone permite fazer a aplicação logo depois que a chuva para”, afirmou.
Em propriedades de milho, quatro produtores elevaram o faturamento em cerca de 29%, enquanto na piscicultura, 16 propriedades registraram aumento de aproximadamente 15% após a implementação de melhorias de gestão e inovação.
Radünz afirmou que o Sebrae trabalha para que o produtor avalie economicamente a adoção das novas tecnologias. Em um estudo realizado com um sojicultor de 48 hectares, a entidade estimou que o investimento em um drone de aproximadamente R$ 160 mil poderia ser recuperado em cerca de dois anos e meio, considerando a redução de perdas por amassamento da lavoura, menor consumo de diesel, economia de fertilizantes e maior precisão nas aplicações.
“O agricultor percebe que o drone não reduz apenas o custo da aplicação. Ele evita desperdícios de fertilizantes e defensivos porque não faz sobreposição nas passadas, além de eliminar perdas causadas pelo rodado do trator”, disse.
Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Agência Safras)
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