Porto Alegre, 29 de julho de 2026 – No 2º trimestre de 2026, a produção média de óleo, LGN e gás natural alcançou a marca recorde de 3,34 MM barris de óleo equivalente por dia (boed), 14,1% acima do mesmo trimestre do ano passado e 3,4% acima do 1º trimestre de 2026, em função, principalmente, da maior eficiência operacional, do ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, no campo de Jubarte, Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, P-78, no campo de Búzios, além do início de produção do FPSO P-79, no campo de Búzios. Estes fatores foram parcialmente compensados pelo declínio natural de campos maduros.
Neste trimestre, entraram em operação 10 novos poços produtores, sendo 4 na Bacia de Campos e 6 na Bacia de Santos.
Principais eventos no 2T26
- O aumento da eficiência operacional dos ativos permitiu que fossem produzidos 70 mil barris por dia (mbpd) a mais que o mesmo trimestre do ano anterior (2T25). Este ganho é resultado dos esforços operacionais e dispêndios com manutenção e integridade, que aumentam a confiabilidade dos sistemas de produção. Este desempenho equivale à capacidade de produção do FPSO Anna Nery, no campo de Marlim.
- As plataformas do campo de Búzios atingiram, no dia 23/6, a produção média recorde de 1,1 MM bpd, superando a marca de 1 milhão, alcançada em outubro de 2025. E apenas três dias depois, no dia 26/06, as plataformas de Búzios superaram essa marca, com produção média de 1,2 MM bpd. Estes recordes foram alcançados com a ampliação das atividades das plataformas P-78 e P-79, que estão em processo de desenvolvimento da produção.
- Além disso, as plataformas do campo de Búzios alcançaram, pela primeira vez, em junho, uma produção média mensal superior a 1 MM bpd. Esta marca foi atingida 8,2 anos após o início de produção comercial dos sistemas definitivos de produção do campo, superando o desempenho das plataformas que produzem no campo de Tupi, que alcançaram o mesmo patamar em 8,8 anos.
- A plataforma P-79 entrou em produção no dia 01/05, no pré-sal da Bacia de Santos, com três meses de antecedência em relação à data prevista no Plano de Negócios 2026–2030 (PN 26–30) e antecipação total de cinco meses frente ao planejamento do ano anterior (PN 25–29). Oitava plataforma do campo de Búzios, com capacidade de produção de 180 mbpd e de compressão de gás de 7,2 MM m³/d, a unidade aumentará a capacidade instalada de produção do campo para aproximadamente 1,33 MM bpd. A unidade injetou o primeiro gás no dia 26 de junho, alcançando mais um recorde em plataformas próprias da Petrobras: 56 dias após o início da produção.
- O FPSO Almirante Tamandaré, que também produz no campo de Búzios, atingiu recorde de produção média mensal de óleo com 253 mbpd em junho/2026, se mantendo como a plataforma com a maior produção no Brasil.
- O ativo de Mero teve uma produção média de cerca de 740 mbpd no 2T26, com elevado índice de eficiência operacional.
- Além de Búzios e Mero, os outros ativos da Bacia de Santos vêm mantendo um alto patamar de produção, estável desde 2022, mesmo sem a entrada de novos sistemas. Tais ativos – como Tupi, Sépia, Atapu, Itapu, Sapinhoá e Berbigão – apresentam um desempenho operacional consistente, que sustenta, juntamente com os grandes desenvolvimentos do portfólio, uma produção acima de 1,5 MM bpd.
- Na Bacia de Campos, a produção de óleo foi de 559 mil bpd no 2T26, a segunda maior produção desde o 4T23, resultante dos ganhos obtidos com investimentos e com medidas de gestão e otimização dos ativos desta Bacia, revertendo a tendência de queda.
Neste trimestre, diversos recordes de produção foram atingidos, dentre os quais destacam-se:
- Produção total operada no 2T26: 4,87 MM boed (recorde anterior de 4,65 MM boed no 1T26).
- Produção total própria no 2T26: 3,34 MM boed (recorde anterior de 3,23 MM boed no 1T26).
- Produção total operada no pré-sal no 2T26: 4,24 MM boed (recorde anterior de 4,01 MM boed no 1T26).
- Produção total própria no pré-sal no 2T26: 2,78 MM boed (recorde anterior de 2,66 MM boed no 1T26).
Destaques do segmento de Refino, Transporte e Comercialização
Foi registrado no 2T26 recorde histórico do Fator de Utilização (FUT) das refinarias, atingindo a marca de 101,2%, superando o recorde anterior de 101,1%, alcançado no 3T14. Destaca-se nesse período um patamar de FUT de 102,5% por dois meses consecutivos, em abril e maio de 2026, maior resultado mensal do parque de refino atual.
No contexto geopolítico atual, a elevada utilização do parque de refino tem sido fundamental para ampliar a oferta de derivados no mercado nacional. Deste modo, foi registrado no 2T26 o menor volume trimestral de importações de derivados, com 67 mbpd, e foram ampliadas as vendas de produtos próprios.
As vendas de derivados no mercado interno no 2T26 mantiveram-se em patamar semelhante ao do 1T26, uma vez que o crescimento da comercialização de diesel e GLP compensou a retração observada nos demais produtos.
O crescimento da produção de petróleo contribuiu para a elevação das exportações, que chegaram a um patamar próximo a 1 MM bpd, ao mesmo tempo em que favoreceu a redução das importações de óleo para 89 mbpd no 2T26, o menor volume desde a pandemia.
A seguir, destacam-se os principais eventos do trimestre:
- Aumento na produção de derivados, atingindo 1.918 mbpd, com crescimento de 5,6% ante o 1T26 e 10,9% ante o 2T25.
- Elevada utilização do parque de refino resultou em recordes de produções no 2T26, com destaque para 509 mbpd de diesel S10 e 109 mbpd de QAV.
- Derivados médios (diesel e QAV) e gasolina representaram 68% da produção total de derivados no 2T26, reafirmando o foco estratégico na produção de derivados de alto valor agregado.
- A participação do óleo do pré-sal na carga processada no 2T26 foi de 73%, incremento de 4 p.p. ante o 1T26, evidenciando a flexibilidade na utilização dessas correntes.
- Em abril de 2026, a Petrobras atingiu um marco do Programa RefTOP: capacidade de processar 100% de óleos do pré-sal em suas cargas de destilação. O avanço amplia a flexibilidade operacional da empresa para otimizar a utilização dessas correntes, quando economicamente atrativo.
- Foram comercializados 6,1 mil m³ de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) produzido por coprocessamento na REDUC com 1% de conteúdo renovável e com certificação de sustentabilidade internacional CORSIA, volume superior ao registrado no trimestre anterior.
Alguns recordes foram atingidos, dentre os quais destacam-se:
- A Gasolina Petrobras Podium alcançou, em maio de 2026, o maior volume mensal de vendas nos seus 24 anos de história, com 12,49 milhões de litros comercializados. O resultado evidencia a crescente aceitação da Podium entre consumidores que valorizam desempenho, proteção ao motor e menor impacto ambiental, com compensação integral das emissões de gases de efeito estufa por meio de créditos de carbono de projetos de conservação florestal.
- Também em maio de 2026, foi registrado recorde mensal de movimentação de derivados nos polos do Centro-Oeste, com 40,1 mil m³ de diesel e gasolina em Rondonópolis, Sinop e Rio Verde. O resultado reforça a relevância estratégica desses polos na atuação da Petrobras em uma importante fronteira agrícola do país, cada vez mais relevante para o escoamento da produção da REPLAN.
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