Porto Alegre, 22 de julho de 2026 – As chuvas registradas nos últimos dias no Rio Grande do Sul aumentaram a preocupação com o desenvolvimento das lavouras de trigo, mas ainda não representam uma ameaça significativa ao potencial produtivo da safra 2026/27. Segundo o analista de Safras & Mercado, Elcio Bento, o atual estágio das lavouras reduz o risco.
“O ciclo atual não é para grandes perdas”, afirmou Bento. Segundo ele, o excesso de chuva pode provocar erosão, lavar parte dos tratamentos fitossanitários e elevar a umidade no solo, mas os efeitos ainda são limitados.
O analista destacou que o principal risco neste momento é o aumento da incidência de doenças, favorecidas pela combinação de temperaturas mais elevadas e elevada umidade. “Excesso de chuva nunca é bom. O trigo não precisa de tanta umidade, mas não é nada tão alarmante a ponto de dizer que choveu e acabou o trigo”, disse.
Bento ressalta que as maiores preocupações continuam concentradas nos efeitos esperados do fenômeno El Niño ao longo do ciclo produtivo.
“Do jeito que vai ser o El Niño este ano, a gente vai ter quebra de safra. Hoje o ponto é quanto vai ser que vai quebrar. […] Se essa chuva estivesse ocorrendo na colheita, seria totalmente prejudicial e poderia acabar com a lavoura”, destacou.
Ritiele Rodrigues (ritiele.rodrigues@safras.com.br) / Agência Safras
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