Porto Alegre, 10 de julho de 2026 – A semana registrou maioria de preços estáveis no quilo vivo e queda nos principais cortes de carne suína do atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, o cenário para preços seguiu desafiador, em meio a sinalização de oferta de animais confortável e de excedente de carne no atacado, fatores que tem levado a indústria a atuar de maneira reticente na compra do vivo.
“A maior capitalização da população na quinzena devido a massa salarial, as temperaturas amenas e os preços competitivos dos cortes suínos são fatores que podem ajudar a evolução da demanda na ponta final. Contudo, altas consistentes tendem a ser difíceis no período”, afirma Maia.
O analista ainda destaca que a preocupação dos suinocultores é crescente, uma vez que as margens em muitos casos são negativas. A exportação brasileira, por sua vez, vem apresentando ótimo desempenho, com volumes recordes registrados no primeiro semestre, mas insuficiente para gerar equilíbrio no mercado doméstico.
Preços
Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país continuou em R$ 5,25 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de carcaça no atacado foi de R$ 8,83 para R$ 8,82 e a média do pernil de R$ 10,81 para R$ 10,59.
A análise de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo permaneceu em R$ 102,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo seguiu em R$ 5,15 e no interior do estado em R$ 5,15.
Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração teve estabilidade R$ 5,05 e no interior catarinense de R$ 5,10. No Paraná, o preço do quilo vivo teve queda de R$ 5,00 para R$ 4,95 no mercado livre e, na integração, permaneceu em R$ 5,50.
No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande continuou em R$ 5,10 e, na integração, em R$ 5,05. Em Goiânia, os preços permaneceram em R$ 5,50. No interior de Minas Gerais, os preços seguiram em R$ 5,90 e, no mercado independente, em R$ 6,10. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis seguiu em R$ 5,50 e, na integração do estado, em R$ 5,05.
Exportações
As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 52,632 milhões em julho (3 dias úteis), com média diária de US$ 17,544 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 20,569 mil toneladas, com média diária de 6,856 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.558,8 por tonelada.
Em relação a julho de 2025, houve alta de 35,8% no valor médio diário, ganho de 39,8% na quantidade média diária e recuo de 2,8% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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