Porto Alegre, 26 de junho de 2026 – O mercado internacional do café segue atento ao clima no Brasil. As indicações de chuvas sobre o cinturão produtor, atrapalhando o andamento da colheita e a secagem e beneficiamento dos grãos, são um aspecto de suporte para as cotações nas bolsas de futuros de Nova York para o arábica e de Londres para o robusta.
Levantamento semanal da Safras & Mercado indicou perda de ritmo nos trabalhos de colheita. Até 24 de junho, 44% da safra 2026/27 havia sido colhida. O número representa um avanço de apenas 5 pontos percentuais em relação à semana anterior. Com isso, a colheita segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando 51% da safra havia sido colhida, e também inferior à média dos últimos cinco anos (2021-2025), de 47%.
“Os trabalhos de colheita no Brasil evoluíram pouco na última semana, prejudicados pelo excesso de umidade, especialmente nas regiões produtoras de arábica do Paraná, São Paulo e Minas Gerais”, avaliou o analista de Safras & Mercado, Gil Barabach. Ele destaca que, além de dificultar a retirada do café das lavouras, a umidade também atrasa a secagem, mantendo limitada a disponibilidade de café novo no mercado.
A colheita do café canéfora (conilon/robusta) alcança 66% da produção, ligeiramente acima do percentual registrado no mesmo período do ano passado (65%) e também da média dos últimos cinco anos (64%).
A colheita de arábica alcança 33% da produção. O percentual está abaixo do registrado em 2025, quando 42% da safra havia sido colhida, e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 37%.
Lessandro Carvalho – lessandro@safras.com.br
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