São Paulo, 16 de junho de 2026 – O mercado acionário global estendeu para hoje o bom desempenho do início da semana, ainda que os movimentos sejam mais moderados do que os de ontem. Petróleo, dólar e juros recuam, enquanto as bolsas sobem. O mercado doméstico deve adotar esse tom otimista cauteloso, diante das decisões de política mometária aqui e nos Estados Unidos amanhã. Na quinta, sai a definição do juro básico no Reino Unido.
O Banco do Japão (BOJ) decidiu elevar sua taxa básica de juros de 0,75% para 1,0%, atingindo o maior nível em 31 anos, em uma decisão aprovada por 7 votos a 1. De acordo com a Agência Dow Jones, a decisão leva em conta o fato de o BOJ demonstrar preocupação com o aumento das pressões inflacionárias decorrentes da alta dos preços da energia após o conflito envolvendo o Irã.
Os investidores continuam aguardando detalhes mais claros sobre o memorando de entendimento firmado entre os Estados Unidos e o Irã, que deverá ser assinado por ambas as partes na sexta-feira. Até o momento, Washington e Teerã apresentaram publicamente avaliações divergentes sobre o conteúdo do acordo.
A semana é movimentada para os bancos centrais, com decisões previstas ainda para os próximos dias por parte do Banco da Inglaterra (BoE), do Banco Nacional Suíço (SNB) e do Federal Reserve (Fed). A expectativa é de que as três instituições mantenham as taxas de juros inalteradas.
No Brasil, a tendência de corte de 0,25 ponto na taxa Selic ganhou força no início da semana, após o anúncio do acordo no Oriente Médio. As opções da Copom indicam 68,75% de chances de corte e 32% de manutenção, invertendo os números apresentados no final da semana passada.
O Indice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,30% em junho. No mês de maio, a taxa havia sido de 0,89%. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,16% no ano e de 2,15% em 12 meses. Em junho de 2025, o IGP-10 havia caído 0,97% e acumulava alta de 5,62% em 12 meses.
O mercado aguarda os número do varejo no Brasil, que serão divulgados logo mais, às 9h, pelo IBGE. A projeção da Reuters é de queda de 0,7% na comparação mensal e de recuo de 2% sobre abril de 2025.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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