Porto Alegre, 12 de junho de 2026 – O mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de poucos negócios, caso não ocorram novidades ao longo do dia. A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com leve queda, diante do clima favorável nos Estados Unidos e da forte queda do petróleo. Por aqui, o dólar sobe frente ao real, mas segue próximo do patamar de R$ 5,10, o que não traz grande suporte.
Na quinta-feira, o mercado brasileiro de soja teve uma sessão travada, com poucos negócios reportados e ausência de volumes mais expressivos. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, apenas lotes pontuais foram negociados ao longo do dia.
O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe poucas alterações nos números de oferta e demanda, mas isso não impediu uma forte queda das cotações em Chicago. Ao mesmo tempo, o dólar também registrou recuo acentuado.
Os prêmios avançaram, mas de forma limitada e insuficiente para compensar as perdas dos demais formadores de preços. Como resultado, as indicações no mercado físico recuaram entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por saca.
“Isso afastou o produtor do mercado”, destaca Silveira. Segundo ele, a participação dos agentes foi reduzida ao longo da sessão, resultando em um dia de pouca movimentação.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 127,00 para R$ 125,50, enquanto em Santa Rosa (RS) foi de R$ 128,00 para R$ 126,50. Em Cascavel (PR), as cotações diminuíram de R$ 122,50 para R$ 121,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 112,00 para R$ 111,00, enquanto em Dourados (MS) permaneceram em R$ 115,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 115,00 para R$ 114,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) passou de R$ 134,00 para R$ 132,50 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências caíram de R$ 134,00 para R$ 132,50.
CHICAGO
* A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em baixa de 0,20%, com o contrato julho/26 do grão cotado a US$ 11,12 3/4.
* O mercado amplia perdas, após atingir na sessão anterior os menores níveis em quatro meses. As cotações são pressionadas pelas condições favoráveis às lavouras norte-americanas e pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra alta de 0,27%, a R$ 5,1135. O Dollar Index registra estabilidade, a 99,852 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia fecharam em alta. China, +1,12%. Japão, +2,81%.
* As principais bolsas na Europa operam em alta. Paris, +1,75%. Frankfurt, +1,53%. Londres, +1,09%.
* O petróleo opera em forte baixa. Julho do WTI em NY: US$ 84,94 o barril (-3,15%).
AGENDA
—–Sexta-feira (12/06)
11:00 – Dados do setor automotivo em maio/Anfavea.
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
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