Porto Alegre, 2 de junho de 2026 – Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado atingiu os menores níveis em dois meses, pressionado pelas projeções de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos, fazendo com que os participantes comecem a revisar o potencial produtivo da safra 2026/25 dos Estados Unidos.
O cenário fundamental – que ainda acrescenta uma ampla oferta global da commodity e fraca demanda chinesa pelo produto americano – deflagrou um movimento de vendas técnicas e liquidação por parte de fundos e especuladores.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou ontem que o plantio da soja alcançou 87% da área projetada até 31 de maio. O índice supera os 83% registrados no mesmo período do ano passado e a média dos últimos cinco anos, de 80%. Na semana anterior, o avanço era de 79%.
O USDA também divulgou a atualização das condições das lavouras. Segundo o órgão, 66% das áreas cultivadas apresentam condição boa ou excelente, enquanto 29% estão em situação regular e apenas 5% foram classificadas entre ruins e muito ruins.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 15,50 centavos de dólar, ou 1,31%, a US$ 11,65 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,69 por bushel, com retração de 16,00 centavos de dólar ou 1,35%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 0,30 ou 0,09% a US$ 326,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 78,41 centavos de dólar, com perda de 0,68 centavo ou 0,85%.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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